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Em Cedro, não tem combustível em um dos postos, o que sobrecarregou outros ( Foto: Marciel Bezerra )

Já no Município de Morada Nova, localizado na Região do Vale do Jaguaribe, a pouca oferta tem causado longas filas nos seis postos existentes. As filas começam pela manhã bem cedo e permanecem até por volta de meio-dia, quando acaba o produto
Morada Nova A irregularidade na distribuição de gasolina, inicialmente, para os postos bandeira BR Petrobras, vem afetando o estoque de combustível em cidades do Interior do Ceará. Desde o fim de semana que falta no Posto BR Cedro, na região Centro-Sul do Ceará e em vários postos do Município de Morada Nova, no Vale do Jaguaribe. Desde o sábado à noite consumidores lotaram os postos.
“O medo de faltar gasolina fez com que aumentasse a demanda, houve boataria e os donos de carros e motos ficaram preocupados”, disse José Clériton Costa Júnior, dono do Posto Clerim, em Cedro. “Quem abastecia trinta ou cinquenta reais resolveu encher o tanque”, ressaltou.
Normalização
No Posto BR Cedro, a expectativa é que o abastecimento seja normalizado nesta terça-feira. “A greve dos petroleiros afetou a distribuição e há escassez de gasolina na base de distribuição em Fortaleza e no Crato”, disse o empresário Manoel Rodrigues. “Quem tem estoque está trabalhando com o mínimo para atender os clientes”. Na cidade de Cedro, o preço do litro da gasolina é vendido por R$ 3,75.
Rodrigues disse que deverá receber um caminhão para reabastecer os tanques a partir de hoje. Os postos com bandeira livre têm mais facilidade de compra, com opções de cinco a seis distribuidores. Mesmo assim, há escassez. “Ontem, só encontrei em uma distribuidora para comprar gasolina”, disse Clériton Júnior. “Se a demanda continuar crescendo e a distribuição se manter irregular, há risco de falta combustível em postos de outras cidades”, acrescentou.
No sábado à noite, o comerciário Luís Lima foi um dos que temeram a falta de gasolina, em Cedro, e correu para abastecer a moto. “Ia para o sítio no domingo e fiquei com medo de faltar”, contou. “Era esse o boato e houve um verdadeiro corre-corre”. O produtor rural Francisco Oliveira também preferiu assegurar o abastecimento da camionete. “A gente depende do carro para o transporte de carga”, disse. O mototaxista Carlos Bezerra enfrentou fila e encheu o tanque ainda no sábado à noite: “Queria assegurar o atendimento aos clientes no fim de semana”.
José Aureli de Lima, o Dedé, é dono de dois dos seis postos de gasolina existentes no Município de Morada Nova e conta que, desde a última sexta-feira (6), ficou surpreso com a pouca quantidade de gasolina que pegou junto à distribuidora. “Está havendo um certo tipo de racionamento. Você pede 20 mil litros e eles mandam só 5 mil”, reclama.
O resultado não poderia ser outro: filas. Ele conta que as filas de carros e motocicletas começam cedo. Em seus dois postos ele diz que a gasolina acaba nas bombas já no meio-dia. “Eu comecei o dia com 5 mil litros que peguei ontem, mas até meio-dia com certeza acaba. Está todo mundo procurando abastecer enquanto tem”, complementou.
O empresário conta que o problema se alastra por todo o Município e que não há informações oficiais sobre o que estaria ocasionando o problema. “Dizem que é por causa da greve dos caminhoneiros, mas não temos um posicionamento certo. O fato é que estamos enfrentando dificuldades e não sabemos até quanto vai persistir o problema”, complementou.
A notícia se espalhou pelas redes sociais juntamente com a divulgação de fotos da filas de carros em postos, o que gerou apreensão na população de várias cidades.
Segundo informou o assessor de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Ceará (Sindipostos), Antônio José Costa, o problema é pontual e se dá devido a um atraso na entrega do produto. Ainda de acordo com ele, não há previsão de normalização.

Fonte: DN

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