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» » » Crato e Juazeiro registram seis casos de HIV/Aids por semana



As equipes dos centros de infectologistas de Juazeiro do Norte e Crato intensificam as ações de prevenção e de diagnósticos para além das unidade de atendimentos municipais.As atividades são alusivas ao

Durante todo esse mês é realizada a campanha Dezembro Vermelho. De acordo com a coordenadora do Programa DST/HIV de Crato, enfermeira Arlene Bezerra, os índices são altos. Juazeiro registra de três a quatro casos por semana. No Crato, um ou dois. Ela explica que os dois centros registram dados elevados por serem referência para dezenas de municípios circunvizinhos.

O crescimento também se dá pelo aumento das informações e a insistência do não uso de preservativoscomo a camisinha. Entre as ações, os órgãos realizamos Testes Rápidos de Diagnóstico do HIV, que duramcerca de 15 minutos, disponíveis para os usuários que desejam saber se tem ou não a doença. O exame é sigiloso e só é efetuado quando solicitado pelo usuário.

Os testes rápidos utilizam células gengivais para o diagnóstico, mas os pacientes podem solicitar o exame sanguíneo em casos de confirmação positiva do primeiro.

Caso ambos os diagnósticos confirmem a presença do vírus, os portadores podem contar com um serviço de referência, composta por equipe multiprofissional com infectologistas, ginecologistas e urologista,enfermeira, técnica de saúde, psicóloga, assistência social e farmacêutica.

“Eles dão suporte ao acolhimento, acompanhamento aos pacientes soropositivos e aos com Aids. Os primeiros são aqueles que têm o vírus,mas geralmente não apresentam qualquer sintoma.

Aqui, a doença vai se desenvolver a qualquer momento.Sendo assim, o acompanhamento auxilia no início do tratamento, com exames específicos e até medicamentos. Já os segundos são aqueles com a doença já instalada”, declara Arlene.

A enfermeira ressalta,ainda, a importância da adesão precoce ao tratamento.

“O uso de retrovirais corretamente dá ao paciente uma significativa qualidade de vida. Diferente de quando chegam aqui já com sintomas clássicas de diarréia, magreza, etc, pois se torna mais difícil a recuperação. Não se trabalha mais com o termo sobrevida, ou seja, tempo para viver, pois não se morre mais de Aids e, sim, das doenças oportunistas que se apropriam do corpo daqueles que estão debilitados”.

Tanto o Crato como Juazeiro enfatizaram as ações nas escolas públicas entre os jovens, tendo em vista o início cada vez mais cedo destes na vida sexual ativa.

Os diagnósticos podem ser realizados tanto nas cam panhas como nas unidades infectológicas. As equipes de saúde também distribuem preservativos, panfletagem e palestras como forma de ampliar a prevenção e estimular a prática dos exames para a descoberta precoce do vírus no organismo.

jornal do cariri
Foto/Reprodução


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