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» » MPCE realiza maratona de palestras em empresas cearenses para prevenção da violência doméstica contra a mulher




O Ministério Público do Ceará, por meio do Núcleo Estadual de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), lança nesta quarta-feira (28) o Projeto ‘Dialogando nas Empresas: Prevenção da Violência Doméstica contra a mulher’, no auditório da sede da Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza, às 9h. O objetivo do projeto é mostrar o prejuízo econômico e emocional causado à sociedade, à empresa e à família, além de sensibilizar homens e mulheres a buscarem seus direitos em relação às causas da violência doméstica.





Até dezembro, serão visitadas treze empresas cearenses de diversos ramos de atividade. A equipe do Nuprom vai realizar palestras em vários turnos de trabalho com distribuição de cartilha e outros materiais informativos. A expectativa é que, em 2018, mais de 6 mil pessoas participem das atividades nos estabelecimentos visitados. Além de levar mais informação às mulheres trabalhadoras, o ‘Dialogando nas Empresas’ também quer alertar os homens sobre os detalhes da Lei Maria da Penha, como as sanções impostas aos autores dos atos de violência e suas consequências.

A primeira empresa a ser visitada será o Grande Moinho Cearense, em Fortaleza, na próxima quinta-feira (29/03), a partir das 14h30, com aproximadamente 200 funcionários. (A empresa autorizou acesso da imprensa para cobrir a palestra. Contato: Valquíria Brasil – Ger. Desenvolvimento Humano – Fones: (85) 3266-6231 / 99997-1337 – Av. Vicente de Castro, 6043 – Mucuripe).

O tema visa mobilizar homens e mulheres trabalhadores na luta por uma cultura de paz e respeito. O Nuprom espera fomentar entre as empresas visitadas a criação de programas permanentes de combate à violência doméstica e encaminhamento das vítimas aos serviços públicos de assistência, bem como, a orientação aos homens sobre condutas tendentes a evitar conflitos domésticos.

Impacto da Violência Doméstica na Economia

A economia do Brasil perde cerca de R$ 1 bilhão devido às consequências da violência doméstica sofrida pelas mulheres trabalhadoras. Essa foi uma das constatações da Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar, realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e divulgada em 2017. O inquérito acompanhou a vida de 10 mil mulheres nas nove capitais nordestinas desde 2016. O estudo foi feito em parceria com o Instituto Maria da Penha e teve a participação de pesquisadores dos Estados Unidos e da Europa.

Entre os impactos da violência doméstica na vida profissional das mulheres pode-se relatar falta de concentração, dificuldade de tomar decisões, erros, acidentes e grande número de faltas. A pesquisa revelou que, em média, as mulheres que são agredidas dentro de casa faltam ao trabalho 18 dias por ano. Além disso, elas também passam 58 meses, em média, empregadas, contra os 78 meses que uma mulher que não sofre violência permanece com vínculo de trabalho.

Essa situação também se reflete na remuneração, que fica 10% menor entre as mulheres trabalhadoras vítimas de violência. Esse impacto é maior em Fortaleza (CE), onde a mulheres agredidas ganham o equivalente a R$ 5,98 por hora trabalhada, contra R$ 9,11 das que não são vítimas de violência. Além disso, mulheres negras que vivenciam violência doméstica chegam a ganhar 22% menos do que mulheres brancas que passam pela mesma situação.

Com informações do MPCE

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