quarta-feira, 6 de março de 2019

A fotografia documental de parto começa a ganhar espaço no Cariri


Iara Holanda tendo sua filha Isis.

FOTO: Dani Campos

A fotografia documental, desconhecida de muitas pessoas se encaixa, por vezes, como um registro mais cultural e/ou artístico, diferente das fotografias de aniversário, casamento ou ensaios que são as mais comuns e difundidas na nossa região. Mesmo com essa característica tão pessoal que a fotografia documental traz, no Cariri ela está começando a entrar na vida de algumas pessoas como forma de serviço.
A grande diferença da fotografia documental para as fotografias “normais” é que o profissional não interfere no momento e no que está acontecendo na cena.

Por exemplo, em um casamento, muitas vezes os fotógrafos sugerem poses, mudam os ornamentos de lugar, usam luzes artificiais, juntam pessoas e editam as fotos em programas de computador. Já as fotos documentais registram o momento como ele acontece, sem interferências ou uso de luzes, muito menos edições.

Nesse contexto entra a fotografia documental de parto, que está começando a ganhar espaço no Cariri. Com um ano nesse ramo na ragião, a fotógrafa Daniele Campos, de 34 anos, conta que já fotografou “um pouco de cada área”, mas não sentia empolgação total até achar a fotografia documental de parto, “amor, expectativa, carinho e muita emoção”, segundo ela.
Nesse ano de atuação, Dani Campos contabiliza cinco cesárias e um parto normal nos hospitais da região.

“Cesariana é algo programado, com dia e hora marcada. Parto normal exige uma preparação maior. Por ser uma caixinha de surpresas, fico 24 horas disponível para a gestante”, conta Dani, completando “todos partos que fotografei me emocionei em ver o primeiro contato com os pais”.

Ela revela que o momento mais tocante no trabalho foi quando, no parto normal, a parturiente com sua recém-nascida nos braços chorou e disse pra mãe que ela havia conseguido, “me arrepiei e chorei”, conta Dani. Ela conta que já viu bebê chorar dentro da barriga da mãe, enquanto o médico fazia o procedimento cirúrgico.

Dani também lembra de uma família unida, com uma filha mais velha que falava que a recém-nascida era o pacotinho de amor dela e um parto onde a mãe era obstetra e quem realizou sua cesária foi o marido e pai da criança, da mesma profissão.

“Eu fotografo a emoção do momento, sem manipulações de imagem ou photoshop… tudo é natural”, conta ela, que usa apenas a luz natural do local para realizar seu trabalho. Nesse ramo da profissão os fotógrafos ficam praticamente invisíveis no momento, e o trabalho final entregue aos clientes chega a ser uma fidelidade dos fatos.

Iara Holanda, uma das mães que teve o registro documental do seu parto, conta que esse é “sem duvidas, um sonho para nós que somos mães. O parto é um misto de emoções e a fotógrafa documental consegue captar cada uma delas com sensibilidade, descontração e delicadeza”.      (Site Badalo)

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