sexta-feira, 15 de março de 2019

O que a concessão do aeroporto pode trazer para Juazeiro?


Concessão deverá facilitar a negociação de produtos de Juazeiro
para outros locais. FOTO: Antônio Rodrigues
O Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, é o principal equipamento do Cariri, segundo o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Juazeiro, Michel Araújo. Os principais desenvolvimentos na região foram consequências da sua abertura.

“Só existiu faculdade porque tinha o aeroporto para antigamente os professores virem de fora. Hoje não precisa mais vir, mas se não tivesse na época quando abriram a primeira faculdade privada de Medicina, por exemplo, a gente não teria a possibilidade de crescimento no setor. Juazeiro virou uma cidade universitária com 40 mil alunos”, ressalta.

Com a ampliação prevista, de acordo com Michel, do terminal de passageiros e de volume de cargas, será possível vender com mais facilidade a produção local para todo o Brasil e para além das fronteiras nacionais. 

“E com ampliação de número de aeronaves, um aumento de oferta (de voos), terá um custo menor. Vai baratear os fretes aéreos. Isso vai possibilitar que as empresas em nossa região possam exportar seus produtos. Todo esse impacto consequentemente aumenta produção, emprego, renda. Então você vê um investimento desse porte”, destaca.

Se, em um primeiro momento, após a concessão, forem feitas apenas obras na estrutura para ampliação do espaço, conforme Michel, os retornos positivos demorarão para chegar à região. 
“Irá gerar um transtorno inicial, mas a gente sabe que para fazer omelete tem que quebrar os ovos. Se houver já um inicio de obras isso pode frear um pouco no primeiro momento (o desenvolvimento), porém assim que as obras estiverem concluídas o ganho é exponencial”, acrescenta.

Se houver crescimento do número de aeronaves primeiramente, o impacto será sentido logo a curto prazo, alavancando a quantidade de passageiros e de cargas, atingindo o turismo e as questões de vendas. Segundo Michel, há capacidade de aumentar a oferta sem precisar, a priori, mexer na estrutura física. 

“Sem ampliação agora inicial, mas já havendo um maior número de voos, isso vai ser imediato. Se preferirem aumentar o espaço físico, a gente vai ter que esperar pelo menos um ano para poder haver essa alteração”, completa.

(Diário do Nordeste)

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