segunda-feira, 6 de maio de 2019

Transexual cearense é espancada até a morte em São Paulo


A transexual cearense Larissa Rodrigues, 21, que morava em São Paulo foi espancada até a morte na madrugada do último sábado (4), no bairro Saúde, na Zona Sul da cidade. No momento do crime, ela estava trabalhando, segundo a sua irmã Rosana Rodrigues. Ela morava na Capital paulista desde os 17 anos para ajudar a família, que mora em Fortaleza. 

O caso foi registrado como homicídio, em São Paulo. Uma testemunha contou à polícia que estava com a vítima, quando um homem não identificado em um carro quase os atropelou. Posteriormente, o autor retornou com o veículo, desembarcou com um pedaço de madeira, golpeando a vítima com o objeto. O agressor fugiu. Conforme a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a vítima chegou a ser socorrida a um pronto socorro com ferimentos na cabeça mas não resistiu e faleceu no local. 

O corpo de Larissa deve chegar à Fortaleza até o final da tarde desta segunda-feira (6) para o velório e sepultamento. Em entrevista, Rosana Rodrigues, 33, irmã da vítima, relata que recebeu a notícia de uma amiga de Larissa na manhã do último sábado, via telefone. 
“Primeiro ela me contou que ela tinha sofrido um acidente de moto e eu achei logo estranho porque a Larissa não gostava de andar de moto. Eu pressionei até ela me contar a verdade. Antes ela disse que ela tava desacordada e foi nesse momento minha vida acabou, eu desabei”, relata Rosana.

Larissa saiu de Fortaleza para ganhar a vida sozinha e teve de se virar para se sustentar e mandar dinheiro para a família. “Ela trabalhava fazendo programa, esse foi o jeito que ela encontrou de ajudar a gente. Nós ficávamos muito preocupadas, mas eu não pensei que ela fosse ser morta desse jeito. Ela não mexia com ninguém”, conta a irmã. 

Segundo Rosana, a memória que ela e sua família levarão de Larissa será de uma pessoa que nunca deixou de ajudar as pessoas. De três em três meses, vinha visitar sua mãe e sua irmã e todo mês mandava dinheiro. “A Larissa era uma menina muito boa, ela não pensava só nela. Nunca imaginei que eu fosse receber essa notícia”, desabafa.          

     (Diário do Nordeste)

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