Lira Nordestina deve se tornar museu e compor corredor cultural de Juazeiro do Norte


Está em debate um projeto de fortalecimento e requalificação da Lira Nordestina, em Juazeiro do Norte, mediante plano que vem sendo elaborado em conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura, a Universidade Regional do Cariri (URCA) e os integrantes da gráfica.

Em reunião na URCA, realizada na terça-feira (13), o Reitor Francisco do O’ Lima Júnior destacou a necessidade de se fazer um resgate da Lira Nordestina, com algo mais concreto e que garanta a sustentabilidade do espaço. Ainda segundo ele, o objetivo é fazer um plano que possibilite mais dignidade aos xilógrafos, para que possam estar num local de trabalho mais adequado e com visibilidade das obras que são realizadas.

Na ocasião, foi apresentado o projeto do Museu da Gravura Lira Nordestina, para adequar inicialmente ao espaço que o secretário de Cultura, Renato Fernandes, denominou de corredor cultural. O local se estenderá na área da RFFSA e seu entono, incorporando prédios que sirvam de museu, restaurante, além de área voltada para disseminar a cultura local, promover a economia criativa e o turismo, se tornando um espaço referência.

Para isso, foi debatida a possibilidade de se fazer uma carta de intenções assinada pela URCA e a Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, e dar encaminhamento ao grande projeto, para uma das mais importantes gráficas de cordéis do Brasil e de relevante representatividade na divulgação de notícias em prosa e verso.

Para o secretário Renato Fernandes, o projeto seria de grande relevância para incorporar o corredor cultural. Nesta quarta-feira (14), ele esteve realizando levantamento do espaço que deverá se tornar o Museu da Gravura Lira Nordestina, com o antigo maquinário e todo o acervo da Lira.

Atualmente a gráfica conta com 100 clássicos de cordéis, para serem expostos com a história do cordel e dos grandes poetas e xilógrafos que passaram pelo local. Além disso, a Lira Nordestina reúne peças importantes, como uma máquina de impressão dos cordéis de Leandro de Barros, uma das únicas do Brasil e gaveteiros antigos, onde eram colocados os títulos. A gráfica detém a maior coleção de clichês do Brasil.

Fonte Badalo

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