Gestão municipal participa de homenagem à Maria da Penha durante show Mulher de Lei, em Crato


Em uma noite emocionante e muito simbólica para todo o Cariri, o prefeito municipal Zé Ailton Brasil e a primeira dama Aldalice Pinheiro participaram da homenagem à cearense Maria da Penha, durante a concessão de títulos de cidadã dos municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Um feito histórico para um cidadão.

A entrega dos títulos aconteceu durante o show Mulher de Lei, em comemoração aos 13 anos da Lei Maria da Penha, do cantor e compositor Tião Simpatia. O evento aconteceu no Centro de Eventos do Cariri e contou com a presença de autoridades e a população dos municípios do Crajubar e, ainda, com a participação dos deputados Augusta e Neto Nunes; além da homenageada Maria da Penha Maia Fernandes, inspiradora da Lei 11.340/2007 – Lei Maria da Penha.

Tião Simpatia, grande precursor da lei, leva informações sobre ela em sua arte para todo o Brasil. Para ele, o show simboliza “dar um grito coletivo contra a violência, contra a mulher, convocar a sociedade para uma reflexão mais ampla sobre a temática que é tão sensível na região do Cariri. Hoje, todas as vozes se unem para dar esse grito de conscientização de que a mulher tem seus direitos garantidos e os homens que infringirem esses direitos serão punidos”.

O momento reuniu história, poesia, luta, música e muitas homenagens em torno de Maria da Penha. Na oportunidade, foi lançado também o movimento Outubro Rosa Cariri, para sensibilização sobre o tema.

Entre os dois atos do show do poeta Tião, os vereadores Tarso Honorato Filho, de Barbalha; Tiago Esmeraldo, de Crato; e Jaqueline Gouveia, de Juazeiro do Norte; realizaram a entrega dos títulos. Para o vereador cratense, “a homenagem é mais que justa pelo trabalho que vem sendo feito, de encorajamento da mulher. As mulheres têm se encorajado e denunciado seus agressores”, comentou.

Maria da Penha disse estar muito feliz com as homenagens e, mesmo diante de tanta emoção, sua fala foi política e para fortalecer o movimento de proteção à mulher. “É uma grande honra para mim, muito significativo, devido aos altos índices de violência sofrida pelas mulheres na região. Enquanto os homens morrem porque beberam demais, em briga de trânsito, nós mulheres morremos dentro de casa pelas mãos de quem nos prometeu amor e cuidado”, afirmou.

Informações da assessoria de imprensa

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