Acusados de matar mulher com golpes de barra de ferro em Aurora são condenados à prisão em regime fechado


Francisco Erivan Rangel Filho, vulgo “Pantico”, foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de sua esposa própria esposa. De acordo com o júri, “Pantico” tem mais culpa por ele ter tentado forjar a morte de sua companheira para driblar as investigações policiais.

Ainda segundo o júri, ele reagiu com crueldade, frieza e que premeditou tudo. Além disso, o crime foi praticado em um local ermo, distante do centro, bem esquisito, onde a vítima se quer teve chance de pedir socorro.José Ribeiro Duarte, vulgo “Rogai”, foi condenado a 22 anos, também em regime fechado, acusado de ter auxiliado “Pantico” na execução do crime.

O júri decidiu que ele também tem culpa, premeditou, combinou tudo e agiu da mesma forma que o primeiro acusado, com crueldade, frieza, e que praticou o delito junto com o colega sem pensar duas vezes. O júri também achou inaceitável a questão de ele receber dinheiro, no caso a quantia de R$ 400,00, para ajudar a tirar a vida de uma pessoa.

 A defesa dos acusados pediu eles fossem submetidos a novo júri popular. O juiz João Pimentel de Brito concedeu um prazo de oito para que fosse apresentada uma nova proposta para avaliar a possibilidade de um novo julgamento.O tribunal do júri teve início às 10h30 da manhã, no Fórum Jaime de Alencar Araripe, no bairro Araçá, em Aurora, sendo encerrado às 23h00.

O crimeEm 14 de janeiro de 2018, conforme denúncia do Ministério Público do Ceará, os acusados mataram com golpes de barra de ferro na cabeça Aparecida Ferreira Lima Rangel, de 40 anos, conhecida por “Piriu.De acordo com o MPCE, “Pantico” fez um seguro de vida em novembro de 2017, onde colocou-se como beneficiário de um prêmio no valor de R$ 800 mil.

Para a polícia, foi justamente este seguro a motivação do crime.De acordo com as investigações da Polícia Civil de Aurora, Francisco Rangel, marido da vítima, teve o auxílio de José Ribeiro Duarte, na execução do crime.Erivan Rangel, que era casado há mais de 20 anos com Aparecida Ferreira, afirmou que ele e sua esposa, estavam voltando de um balneário numa motocicleta na noite do crime, quando sua companheira que estava na garupa da moto, se desequilibrou e caiu na Rodovia CE-288, quando foi atropelada por um veículo.

Ele noticiou a família da vítima, que teria sofrido um acidente de trânsito, no qual Aparecida veio a falecer. Quando indagado pela Polícia Civil sobre dados do veículo atropelador, Francisco relatou não saber de nada, que estava passando mal e precisava ser medicado, foi atendido no Hospital Geral Ignêz Andreazza e depois de uma hora evadiu-se do local, não sendo mais encontrado.

Os policiais estiveram no local aonde teria acontecido o suposto acidente, mas, lá não haviam indícios de colisão e os ferimentos no corpo da vítima não eram característicos de atropelamento, apenas lesões na cabeça que ocasionaram traumatismo craniano.As investigações também apontaram a participação ativa no crime de feminicídio de “Rogai”.

No seu depoimento, ele confessou ter participado do homicídio, pois receberia R$ 400,00, do marido da vítima para auxiliar na execução do delito e simular um acidente, como também afirmou que naquela tarde havia ajustado todos os detalhes da execução com Erivan, mas disse que quem teria proferido os golpes com a barra de ferro que ocasionou na morte de Aparecida, não teria sido ele e sim Erivan.

No dia 22 de agosto de 2018, o juiz da Comarca de Aurora, João Pimentel Brito, pronunciou os acusados pelo assassinato de Aparecida Ferreira Lima Gurgel. A pronúncia é o ato pelo qual o juiz encaminha o réu a julgamento por júri popular.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por intermédio da Promotoria de Justiça de Aurora, através do o promotor de Justiça Luiz Cogan.Fonte: Auroranoticias / Henrique Macedo

via News Cariri

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