Anvisa responde Ceará sobre aval para venda de testes para Covid-19 em farmácias


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda estuda liberar a venda de testes rápidos de detecção da Covid-19 em farmácias no País. Em resposta ao ofício de consulta enviado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o órgão regulamentador de produtos para a saúde no Brasil orienta o Estado a aguardar uma decisão sobre o assunto, prevista para “os próximos dias”.

A possível autorização da venda em farmácias pode aumentar o número de testes no País. Especialistas consideram que, dessa maneira, será mais fácil monitorar os contágios, uma das condições para liberar a reabertura gradual das atividades econômicas, paralisadas desde o mês passado.

Em resposta a um ofício de consulta sobre o tema enviado pela Sesa, a Anvisa informa que “atualmente, a base de regulação federal existente não permite que os ‘testes rápidos’ para a Covid-19 sejam comercializados em farmácias”. A agência esclarece, no entanto, que “está em processo de construção de uma Resolução e orientações específicas”, que irá abordar esta prestação de serviços nas farmácias.

“Tal Resolução tem previsão de deliberação na Dicol nos próximos dias”, respondeu a agência, em referência à sua Diretoria Colegiada (Dicol).

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, tem reiterado a avaliação de que o aumento das testagens vai permitir entender melhor a doença e permitir seu controle.

Nesta segunda-feira, ele anunciou a previsão de compras de testes. O Governo Federal vai gastar R$ 46 milhões. O contrato vai permitir realizar 30 mil exames por dia.

Com a maior facilidade de fazer exames, a tendência, segundo especialistas, é um aumento no número de casos notificados. Até ontem, o Brasil registrava mais de 40 mil infectados. Em um único dia, morreram 113 brasileiros. Agora o saldo da Covid-19 no Brasil acumula um total de 2.575 vítimas.

EUA

Nos EUA, os especialistas repetem que, antes de suspender as restrições para conter a pandemia do novo coronavírus, impostas desde março, é necessário detectar maciçamente a doença para controlar um possível ressurgimento e reagir com rapidez suficiente. O número de testes nos EUA começou a aumentar no final de março e atualmente está crescendo em cerca de um milhão por semana.

Até o final de fevereiro, os testes eram centralizados em Atlanta, na sede do Centro de Controle de Doenças (CDC), que havia desenvolvido seu próprio teste de diagnóstico. Em 29 de fevereiro, o governo federal autorizou laboratórios privados a realizar seus próprios testes. Os testes rápidos também chegaram ao mercado, usando máquinas que já estão amplamente presentes em clínicas e consultórios médicos: o Abbott’s – ID NOW – oferece um resultado em 15 minutos.

Os testes descritos indicam se uma pessoa está infectada ou não. Mas a chave para suspender as medidas de contenção será saber quem, no passado, foi infectado e é potencialmente imune a um novo contágio. Para descobrir, existe outro tipo de teste mais simples, começando com uma gota de sangue: testes de sorologia, que procuram anticorpos. Estes são um tipo de memória do sistema imunológico, que aparece após uma infecção.

As autoridades querem desenvolver esses testes na esperança de ajudar a determinar quem pode retornar com segurança ao trabalho. Mas eles ainda não estão amplamente disponíveis. E sua qualidade varia, um tanto agravada pelo fato de que a agência farmacêutica americana, a FDA, após os atrasos, autorizou a indústria a produzir e distribuir testes sem aprovação. A gigante médica Abbott anunciou que chegará a um total de quatro milhões até o final de abril.

Foto: Reprodução

FONTE: SITE BADALO

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