Prevenção à dengue é fundamental para evitar novos casos durante período chuvoso


Além de se mobilizar para o enfrentamento ao coronavírus (Covid-19), a população brasileira precisa estar em aleta para impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão das arboviroses. Desde 1986, há um aumento progressivo dos casos de dengue no Brasil.

O maior surto da doença ocorreu em 2015, quando foram registradas 843 mortes no país.No Ceará, o período chuvoso contribui para a eclosão dos ovos do mosquito e, consequentemente, expõe mais pessoas ao risco de infecção.

Entre janeiro e março de deste ano, o Estado registrou 816 casos de dengue, 47 de chikungunya e três de zika vírus. Já em 2019, foram contabilizados, até 28 de dezembro, 15.110 casos de dengue (13 resultaram em óbitos), 1.060 casos de chikungunya e 23 de zika vírus, sendo três deles em gestantes.

Os números reforçam a importância da prevenção, trabalho desenvolvido pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em parceria com os municípios. “É preciso conscientização da população para que haja uma mobilização coletiva no combate ao mosquito.

Em 2020, nós já realizamos várias reuniões com todos os municípios para alertar sobre a vigilância de casos e o controle do índice de infestação”, afirma a coordenadora do Comitê Intersetorial da Sesa, Tereza Cristina.

Histórico no CearáAs arboviroses ocorrem com maior frequência nas áreas tropicais e subtropicais do planeta. No Brasil, a incidência de dengue é maior nas regiões Sudeste e Nordeste. A situação no Ceará é monitorada desde a década de 1980, quando houve a primeira epidemia da doença no Estado.

“Entre 1986 e 1987, foram confirmados cerca de 30 mil casos. A partir de então, a doença tornou-se endêmica em nossa região, com registro anuais da enfermidade. A série histórica mostra que já passamos por 14 epidemias”, explica a coordenadora da Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da Sesa, Roberta de Paula.

SintomasExistem quatro sorotipos de dengue. Independentemente do tipo de infecção, é comum o aparecimento de sintomas da doença. Os principais são febre alta (maior que 38.5ºC), dores musculares intensas e ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Quem apresentar algum desses sinais deve procurar o posto de saúde ou a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) mais próxima de casa.PrevençãoO Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde do Estado, desenvolveu a campanha “10 minutos contra o mosquito”. A iniciativa reforça a importância da prevenção no combate às arboviroses. O objetivo é mostrar à população dicas simples, porém fundamentais para evitar a proliferação do mosquito.

via Ceará Agora

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