Setor comercial estuda adiar o Dia das Mães para segundo domingo de julho


Datas comemorativas aquecem o comércio nacional e impulsionam o lucro de empresas. Entretanto, a pandemia de Covid-19 e as medidas de isolamento social (essenciais para frear o avanço do Sars-Cov-2) fecharam serviços não essenciais e enfraqueceram o setor comercial. 

A Páscoa, época mais lucrativa do ano, deixou o setor preocupado. A estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontava perda de R$ 738 milhões em lucro, comparado ao período em 2019. 

Para evitar que a segunda melhor data do ano para o setor seja perdida, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL) estuda adiar o Dia das Mães. Segundo Freitas Cordeiro, presidente da FDCL, o dia 12 de julho foi pensado como nova data comemorativa em 2020 para não concorrer com o Dia dos Namorados e preservar as boas vendas do Dia das Mães. 

A demanda foi enviada à Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no objetivo de nacionalizar a ideia e permitir que o varejo brasileiro faça uma campanha de marketing fortalecida. A CNDL deve dar um posicionamento ainda nesta semana.

De acordo com Freitas, a CNDL recebeu o projeto positivamente, mas ainda confirmou oficialmente. Ele está em contato com o presidente da Confederação para tentar uma resposta o mais rápido possível. “Tem que ter antecedência [para informar o consumidor]. O certo é que em maio não vai dar [para aproveitar a data comemorativa]”, afirma o cearense. 

Apesar da resposta da instituição nacional, Freitas comenta que os lojistas cearenses estão todos a favor de adiar a data. O presidente da FCDL explica que o Estado poderia implementar o projeto regionalmente, mas que realmente deseja uma unificação da federação. “O varejo está necessitado em todo o País”, avalia.                 
FOTO: MAURI MELO.
(O Povo)

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