Dólar vai a R$ 5,92 e pode bater recorde após EUA rejeitar juros negativos


O dólar virou para alta na manhã desta quarta-feira, 13, e se aproxima de mais um recorde de fechamento. No radar dos investidores esteve o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), que, embora tenha deixado aberta a possibilidade de novos estímulos, rejeitou a possibilidade de os juros americanos caírem para o território negativo. Às 14h, o dólar comercial subia 1% e era vendido por 5,927 reais. Na máxima do dia, a moeda chegou a ser negociada por 5,937 reais. O dólar turismo se apreciava 2,3%, cotado a 6,25 reais.

Pela manhã, o dólar abriu em queda contra o real à espera do discurso de Powell. “Tinha a expectativa de que ele direcionasse para juros negativos, mas ele praticamente fechou a porta ao dizer que não é o tipo de política que combina com os Estados Unidos ou o cenário atual”, disse Jefferson Laatus.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra as moedas dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, também passou a subir, chegando a virar para alta.

Caso a maior economia do mundo optasse pela política de juros negativos, a tendência era que saísse dinheiro dos Estados Unidos para outros países, já que os títulos do governo se tornariam ainda menos atrativos. Atualmente, os juros americanos estão entre o intervalo de 0% e 0,25% ao ano.

Em seu discurso, Powell também alertou sobre os riscos que a economia americana atravessa, mas que a responsabilidade deve ser mais do Congresso do que do Fed.

No cenário interno, o vídeo da reunião ministerial do presidente Jair Bolsonaro continua repercutindo entre os investidores, que esperam a divulgação do conteúdo na íntegra. Jefferson Ruik, diretor de câmbio da corretora Correparti, considera que, dependendo dos desdobramentos, o dólar pode subir ainda mais.

“Parece que hoje [o assunto]deu uma acalmada. Mas, ainda pode ter impacto negativo no mercado, se ficar claro que ele usou a reunião para pedir a troca da Polícia Federal por questão política e pessoal”, disse.

Segundo Ruik, o caso poderia, até mesmo, levar ao impeachment do presidente. “Se ficar claro, é forte a possibilidade de impeachment. Já estamos em uma crise econômica e de saúde. Se tiver impeachment, dólar a 6 reais ainda é pouco.”

Foto: Pixabay/Reprodução

Fonte: Exame

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