Fernando Collor pede perdão pelos bloqueios na poupança


Fernando Collor, ex-presidente da República e agora senador, pediu perdão na manhã de hoje, por ter assinado a medida que confiscava a poupança de brasileiros com mais de 50 mil cruzados. Essa medida foi o estopim que culminou no fim de seu mandato.

Em perfil de rede social, Collor falou que era chegada a hora de falar com mais clareza sobre o assunto, ele tentou justificar a medida decretada no dia 16 de Março de 1990

“Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômioca, por causa da hiperinflação: 80% ao mês! Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite!”, ponderou Collor, para introduzir a explicação.

“Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco. Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo e também do país. Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”, disse Collor.

“Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros”, concluiu

O Plano Collor pode ser visto na wikipedia

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