Hospitais públicos cearenses adotam o uso de Hidroxicloroquina ou Cloroquina no tratamento de alguns casos da Covid-19.


No último dia 10 de abril, o protocolo elaborado e publicado pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) e Centro de Inteligência em Saúde do Estado do Ceará, autarquia ligada à SESA, no site coronavirus.ceara.gov.br, indica o uso das substâncias no estágio 3 de internação hospitalar.

De acordo com a nota técnica divulgada pela SESA, a indicação é administrar azitromicina ou amoxacilina clavulanato em conjunto com hidroxicloroquina ou cloroquina. Essa recomendação no Estado é baseada em evidências clínicas obtidas na literatura e referências médicas brasileiras e internacionais.

A prescrição deverá ser feita por decisão do médico com o paciente e com familiares, quando for o caso, com a devida explicação sobre efeitos colaterais, esclarecimento da ausência de evidências seguras e obrigatoriamente com obtenção de termo de consentimento informado e registro em prontuário.

A SESA alerta, porém, que o uso da cloroquina deve ser sempre discutido com o médico, pois se trata de medicamento com possíveis efeitos colaterais. O tratamento domiciliar e a automedicação são, portanto, contraindicados. As evidências mostram que a longo prazo o medicamento pode causar retinopatia e distúrbios cardiovasculares.

É importante ressaltar que não existem evidências científicas disponíveis sobre a utilização das substâncias de forma profilática. Portanto, a cloroquina ou hidroxicloroquina não devem ser usadas com o fim de evitar Covid-19.

Pesquisas são realizadas para chegar a uma melhor forma de tratar a Covid-19. Até lá, a principal forma de prevenção é ficar em casa, de acordo com o Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Governo do Ceará.

Foto: © Shutterstock

Fonte: Governo do Estado do Ceará

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