27% dos casos de síndrome respiratória aguda no Ceará não têm causa identificada


De 9.854 casos analisados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o Ceará apresenta 2,7 mil destes sem causas identificadas após investigação laboratorial, representando 27,4% das ocorrências, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde divulgados na terça-feira (9). Do total, 70% tiveram confirmação da Covid-19, equivalente a 6.890.

Conforme boletim da Secretaria da Saúde desta sexta-feira (12), o Estado acumula 75.549 mil pessoas com Covid-19 e 4.732 óbitos, ultrapassando a China em número de mortos. O país oriental contava com 4.638 vítimas fatais segundo dados do Hospital Johns Hopkins, dos EUA.

Dentre as ocorrências analisadas de SRAG, 109 casos foram ocasionados por outros vírus respiratórios e 128 decorreram de Influenza, no entanto 7.265 seguem em investigação. Ao todo, 17.119 casos de SRAG foram registrados no Estado.

Para o infectologista do Hospital São José, Keny Colares, o momento da realização do teste pode afetar o resultado do diagnóstico, se tornando mais eficiente quando mais perto do início da doença.

“Os testes não são perfeitos, não tem 100% de rendimento e capacidade de encontrar todos os diagnósticos. Quando as amostras são colhidas muito tarde, longe do começo da doença, há dificuldade de encontrar o vírus. Às vezes não conseguem fazer o diagnóstico”, explica.

Além disso, o professor e pesquisador do grupo de pesquisa em virologia da Universidade de Fortaleza acrescenta que, durante o período da pandemia, a testagem realizada para outros vírus foi reduzida para a análises de Covid-19. “Esses testes pararam um pouco, então talvez isso tenha dificultado esse diagnóstico”, pondera.

Entre janeiro até 9 de junho deste ano, 17.119 casos de pacientes hospitalizados por SRAG foram notificados no Ceará, o número, em comparação com 2019, com 775 ocorrências, teve um aumento de 2.182,53%.

Dentre os 6.890 casos por Covid-19, 3.679 resultaram em óbito, representando cerca de 53% do total; 2.142 evoluíram para cura e 1.069 seguem em investigação. O número de residentes de Fortaleza equivale a 68,9% do total, com 4.745, enquanto Sobral registra 181 casos e, Caucaia, 105. Os demais se dividem pelo interior do Ceará.

Como principais sintomas, são apontados febre, tosse, falta de ar, desconforto respiratório e queda da saturação de oxigênio. Cerca de 78% tinham alguma doença crônica, enquanto 31% apresentava problemas cardiovasculares.

Foto: Juan Barreto/AFP

Fonte: Portal G1

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