Ceará recebe menos EPIs do Governo Federal, mesmo com mais casos de Covid-19 no Nordeste


O Ceará é o primeiro estado do Nordeste em número de pacientes diagnosticados com coronavírus, segundo dados do Ministério da Saúde do dia 22 de abril. Mesmo com o alto índice de casos, o Estado é o 8º colocado no ranking de recebimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por parte do Governo Federal. 

Os itens de segurança são importantes para os profissionais de saúde não serem contaminados, além de evitar a queda na capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O Ceará ultrapassou os 4 mil casos de infectados pela Covid-19. Segundo a última atualização da plataforma IntegraSUS desta quinta (23), realizada às 9h, o estado tem 4.437 acometidos pela enfermidade, além de 239 mortes. São 18 mortes a mais que as registradas no dia anterior.

Itens enviados 
Os itens mais enviados ao Ceará foram kits de luvas: ao todo, o Ministério da Saúde enviou 957.696. Em segundo lugar, o destaque são as 894.300 mil máscaras cirúrgicas, entre outros itens. A soma de todos as peças enviadas ao Estado é de 2,5 milhões de caixas com EPIs. 

Do Nordeste, os cearenses ficam atrás apenas da Bahia e Pernambuco em recebimentos de EPIs, tendo elas menos casos confirmados da doença. 

No total, o Ministério da Saúde já distribuiu 71 milhões de EPIs para fortalecer a rede pública de saúde no enfrentamento ao coronavírus (Sars-CoV-2) para todos os estados do país.

Para evitar a transmissão da Covid-19, cerca de 10,2 milhões de EPIs, para uso por profissionais de saúde no atendimento a pacientes com coronavírus, foram distribuídos entre março e abril. O último envio de lotes aconteceu na última terça-feira (21). 

Conforme dados do Ministério da Saúde, até está quarta-feira (22), o estado de São Paulo é o primeiro no número de diagnósticos positivos (15.914) e óbitos (1.134), seguido por Rio de Janeiro (5.552 casos e 490 óbitos), Ceará (4.115 casos e 239 óbitos) e Pernambuco (3.298 casos e 282 óbitos). Todos as unidades federativas do Brasil registram pelo menos uma morte pela doença.               

(G1 CE)

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