140 municípios cearenses devem ter baixa umidade do ar neste fim de semana, alerta Inmet


O fim de semana será de tempo seco em 76% do território cearense, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Um novo alerta meteorológico do órgão, emitido nesta sexta-feira (2), apontou que 140 dos 184 municípios apresentarão umidade relativa do ar abaixo de 30% – índice que representa mais riscos de incêndios florestais e danos à saúde. Este aviso é válido até as 18h de domingo (4).

Em 39 destes 140 municípios a situação é ainda mais preocupante, pois estão classificados na categoria “perigo”, quando a umidade relativa do ar varia entre 12% a 20%. Neste caso, as áreas abrangidas são Cariri, Centro-Sul e Sertão cearense.

A lista de cidades pode ser acessada no site do Inmet.
Já em “potencial perigo”, uma classificação menos preocupante, quando a umidade gira em torno de 20% a 30%, são 101 municípios, também localizados no Cariri, Centro-Sul e Sertão cearense e alcançando ainda as regiões Jaguaribana, Norte e Noroeste do Estado. As localidades atingidas por este alerta estão disponíveis aqui.

Umidade do ar

A baixa umidade do ar é mais comum no interior do estado pela continentalidade, ou seja, a distância do oceano, explica a gerente de meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Meiry Sakamoto. Outros fatores naturais, como os ventos mais fortes, ajudam a aumentar a evapotranspiração da vegetação, já castigada pelo solo seco e a falta de chuvas.

Já no litoral cearense, a umidade proveniente da evaporação da água do mar, que é transportada ao continente pelos ventos, torna este fenômeno menos agravante.

A região Centro-Sul, geralmente, é a área onde a umidade relativa do ar costuma apresentar índices mais baixos nesta época do ano, pois, após o encerramento da estação chuvosa, se tornam comuns os dias com céu claro e poucas nuvens.

“Nestes períodos de alta temperatura, a umidade relativa do ar, ao contrário, pode cair a níveis preocupantes do ponto de vista de saúde”, observa Meiry Sakamoto.

Riscos

Neste segundo semestre, período mais quente do ano, o Corpo de Bombeiros alerta para o perigo das queimadas, sobretudo a prática ilegal de “brocar” um terreno antes de plantar, como preparação do solo. “Isso ainda é muito comum no interior do Estado”, aponta o tenente-coronel Nijair Araújo.

“A maioria [dos incêndios] são de focos clandestinos e criminosos, pela ação do homem, destruindo a natureza, flora e fauna. O calor e os ventos tornam ainda fáceis de se alastrarem. A gente tem que trabalhar, além da questão educativa, a questão punitiva”, acredita o militar.

O alergologista e imunologista Cícero Inácio atenta que a baixa umidade do ar também pode causar problemas de saúde, como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

“É comum a secura das mucosas nasais, exacerbação de conjuntivites alérgicas, dermatite atópica, asma e rinite alérgica”, lista.

O próprio Inmet orienta que seja consumido bastante líquido e se evitem as atividades físicas e a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

Além disso, o órgão recomenda o uso de hidratante para pele e umidificadores de ambiente.

Foto: Maristela Gláucia

Fonte: Agência Brasil

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