Ceará tem 45 mil exames em análise para identificar novo coronavírus; Estado bate 1 milhão de testes


Um total de 45.205 pacientes aguarda resultados de exame para identificação do novo coronavírus, conforme a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) por meio da plataforma IntegraSUS – dados coletados às 9h32 deste domingo (8). Desde as primeiras confirmações da doença no Estado, foram feitos mais de um milhão de testes como forma de monitorar a propagação da Covid-19 no Estado.

Estão em análises, nos laboratórios públicos e privados do Ceará, 2.439 exames ainda sem conclusão divulgadas. Tiveram como resultado inconclusivos outros 47. Já os testes rápidos negativos, com necessidade de verificação, somam 23.686. Ao todo, 18.292 exames constam como “informação indisponível” e outros 741 não foram encontrados nos sistemas oficiais monitorados.

No Ceará, a maioria dos testes feitos foi do tipo rápido (534.814) e RT-PCR (333.923) com soma de 1.001.075 exames – parte sem especificação ou com uso de outras técnicas.

Os exames do tipo RT-PCR analisam amostras da mucosa do nariz para identificar a presença do vírus SARS-Cov-2 ativo no corpo. Essa técnica pode ter o resultado em tempo real ou em análise com cerca de uma semana.

Já o teste rápido, feito com amostras de gotas de sangue, encontra os anticorpos IgM e IgG, que são respostas naturais do corpo à infecção pelo coronavírus – ou seja, indica que o paciente já teve a doença. São cerca de 15 minutos para o resultado.

O primeiro tipo é indicado na fase inicial, quando os sintomas da Covid-19 ainda são percebidos, e o segundo, devido à janela de tempo que o corpo precisa para produzir os anticorpos, é comumente feito posteriormente.

Propagação da doença

Entre as vidas perdidas em meio à pandemia do novo coronavírus, no Ceará, 588 mortes ainda são analisadas para comprovar ou se a causa foi ou não Covid-19, ainda de acordo com o Integrasus.

O Estado já tem 278.157 pacientes infectados pelo novo coronavírus e 238.028 casos considerados curados da doença. Foram 9.395 óbitos registrados pela Sesa, sendo a taxa de letalidade atual de 3,4%.

Fortaleza, que reúne os maiores números de casos e mortes, voltou a registrar mil confirmações da doença no período de uma semana. Da metade de julho à metade de outubro, ou por 14 semanas, os registros estavam abaixo dessa marca.

Foto: José Leomar

Fonte: Diário do Nordeste

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