Operadora lança ‘Teclado Consciente’, corretor para termos racistas digitados em smartphones


No mês da Consciência Negra, a operadora TIM apresentou a funcionalidade para smartphones “Teclado Consciente”, um aplicativo que pretende alertar usuários sobre o uso de palavras preconceituosas, explicar a origem dos termos e propor substituições. Criado pela HavasPlus, em parceria com acadêmicos e profissionais negros da consultoria Vírgula, o app para iOS e Android é gratuito e não é necessário ser cliente da operadora para usá-lo.

Para a divulgação da nova funcionalidade, a TIM reuniu um time com 12 influenciadores negros de diversos segmentos, que produzirão conteúdo sobre o aplicativo.

A influenciadora digital Camilla de Lucas, do squad da TIM no TikTok, e a cantora Iza, embaixadora da marca, também participam do projeto e são agentes de divulgação do serviço. Outros destaques da ação são o humorista Yuri Marçal; a cantora Lellê, a pesquisadora Winnie Bueno e também Gleici Damasceno, campeã do BBB18.

Por enquanto o aplicativo não se encontra disponíveis na App Store ou Play Store, o que deve ocorrer até esta sexta-feira (20), dia nacional da Consciência Negra.

Corretor “social”

A ferramenta fica visível no momento em que o usuário digita seus textos e destaca automaticamente as palavras e expressões consideradas inadequadas. Ao clicar em cima desses termos, o Teclado Consciente explica por que são considerados racistas e oferece opções para a sua substituição, como um “corretor ortográfico social”.

“A educação é fundamental na evolução para uma sociedade mais inclusiva. Queríamos colaborar nessa jornada, usando nossa tecnologia para alcançar mais pessoas. Retirar expressões racistas do nosso vocabulário reforça a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro e ajuda a construir um futuro sem preconceitos”, pontua Ana Paula Castello Branco, diretora de Advertising e Brand Management da TIM.

“A gente usa termos que nem sabemos que têm cunho preconceituoso. A nossa intenção é usar a tecnologia para ajudar no combate ao racismo estrutural no país”, completa.

Foto: Divulgação/TIM

Como exemplo, Ana Paula cita o “criado-mudo”, termo usado para designar a mesa de cabeceira, tipo de móvel colocado ao lado da cama, mas que faz referência a uma das tarefas realizadas pelos escravos: segurar objetos para seus senhores, proibidos de falar.

Ao todo foram listadas 225 palavras e expressões com cunho racista, em estudo realizado por uma consultoria que já atua com a operadora na questão da diversidade. Funcionários também participaram da pesquisa pelos termos.
Segundo Ana Paula, ele funciona de forma parecida com os corretores ortográficos.

Quando os termos listados são digitados, o teclado alerta e sugere outras palavras. Além disso, oferece uma explicação sobre o porquê de aquele termo ser associado ao racismo.
A ideia é que a questão racial seja apenas o primeiro tema abordado pelo Teclado Consciente, até por isso ele não foi batizado como teclado antirracista.

No futuro, diz Ana Paula, outras questões relacionadas à diversidade devem ser levadas para o aplicativo. “O teclado deve evoluir para outras causas, como a LGBTQI+” afirma. “Queremos que ele aumente o vocabulário para alertar expressões pejorativas que atinjam outras minorias”.

Inclusão

A ação faz parte do programa de diversidade e inclusão da operadora, que pretende ampliar a presença de negros e profissionais de outras minorias em cargos de todos os escalões.

Recentemente, a empresa anunciou a inclusão da temática racial no seu programa de estágio, com a meta de preencher 50% das 300 vagas oferecidas com estudantes negros.

Com informações do Jornal O Globo

Foto: Divulgação/TIM

Fonte: Portal Badalo

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