Eficácia da vacina de Oxford sobre cepa do Amazonas sai em 14 dias


Com o surgimento das variantes do novo coronavírus  uma das maiores dúvida de médicos, pesquisadores e pessoas em geral é sobre a eficácia das vacinas, já produzidas, contra as infecções causadas por essas mutações.

No Brasil, a cepa do Amazonas tem maior possibilidade de propagação, do que as outras variantes. Por isso, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, e o Instituto Butantan, em São Paulo, correm para testar a vacina de Oxford e Coronavac, respectivamente.

O médico e pesquisador da Fiocruz, Felipe Naveca acredita que em até duas semanas, a fundação vai conseguir divulgar os resultados dos primeiros estudos sobre a eficácia da vacina produzida no Rio de Janeiro.

Amostras da P.1, como é chamada a variante brasileira, foram enviadas do Amazonas para a sede carioca da fundação e, lá, o vírus foi isolado para os testes. “Precisávamos isolar o vírus e esse processo biológico não tem como ser apressado. Já conseguimos começaram os ensaios nas amostras de pessoas que foram infectadas e das que tomaram a vacina Oxford/AztraZeneca. Em duas semanas teremos as primeiras respostas desse estudo”, conta Naveca.

Os pesquisadores vão aplicar a variante no soro das amostras que estão guardadas na Fiocruz e será verificado se os anticorpos produzidos neutralizam ou não a mutação.

Além do Brasil, a Universidade de Oxford recebeu amostras da cepa P.1 da fundação e está testando também a eficácia do imunizante contra a mutação do Amazonas.

Em pesquisas iniciais, os pesquisadores verificaram que os efeitos da vacina de Oxford contra a variação da África do Sul não foram satisfatórios e o país parou de usar o imunizante. Por isso, é importante saber os efeitos sobre a P.1 para verificar se vale a pena, ou não, seguir com as aplicações dessa vacina por aqui.

No caso da Coronavac, o diretor do Instituto Butantan afirmou que os testes começaram a ser feitos e que os pesquisadores têm a expectativa positiva da eficácia. Isso porque, na China o laboratório Sinovac testou a vacina contra as variações britânica e sul-africana (outras duas variantes espalhadas no mundo e que preocupam especialistas) e o resultado foi satisfatório.

Como explica Naveca, as três variantes que mais preocupam a OMS (Organização Mundial de Saúda) são semelhantes. “A mutação do Amazonas tem algumas variações iguais às encontradas no Reino Unido e África do Sul. Mas vale dizer que a cepa daqui apresenta uma série de mutações que não tinham sido encontradas até o momento. Algumas mutações envolvem na proteína spike que faz a interação inicial com a celular humana”, afirma o pesquisador.

Por essas diferenças, todas as vacinas que estão no mercado devem ser testadas com a variante brasileira.

📸 MICHEL DANTAS/AFP

Fonte: Portal R7

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