Comitê de prefeitos contra a covid perde força no Cariri


O comitê formado por municípios da macrorregional do Cariri para o enfrentamento da pandemia de covid-19 está desativado. Apesar da posição não ser assumida pelos gestores municipais, o grupo não se reúne há mais de 30 dias, mesmo com o agravamento dos casos, internamentos e óbitos na região. Segundo contatos próximos aos gestores, houve um esfriamento do grupo desde o decreto de isolamento social rígido (lockdown) em todo o Ceará, feito pelo governador Camilo Santana, em vigor a partir do dia 12 de março passado. O decreto tornou sem efeito a decisão anterior dos prefeitos, de não aderirem ao lockdown.

O prefeito de Juazeiro, Glêdson Bezerra (Podemos), confirmou o afastamento entre os gestores. Segundo ele, o comitê foi criado para decidir sobre as ações contra a covid-19 e acabou perdendo a função e a lógica de existir, a partir das determinações vindas do Governo do Estado. Apesar de os prefeitos não estarem se reunindo, Glêdson chama a atenção para o fato dos secretários de Saúde dos municípios continuarem trocando informações para melhorar o combate à covid-19 nos municípios. “Passamos a cuidar para que as determinações do Estado fossem cumpridas, além de viabilizar o plano de vacinação”, concluiu.

O prefeito de Barbalha, Guilherme Saraiva (PDT), concordou que, após a decretação de lockdown, o grupo acabou perdendo o efeito prático. “O governador fez o que os municípios estavam se propondo a fazer,” disse. Apesar da avaliação, Guilherme alerta que se for preciso tomar uma decisão que afete o município vizinho, o grupo voltará a se reunir. Mas, até o momento, não há data para o retorno às reuniões.

O prefeito de Crato, Zé Ailton Brasil (PT), disse que o comitê não se reuniu porque os municípios estão cumprindo as determinações do Governo do Estado, que aplicou lockdown e iniciou a flexibilização. Para ele, não houve a necessidade de um encontro nos últimos dias, mas no momento que for necessário uma tomada de decisão, os prefeitos voltarão a se reunir.
A previsão era que fossem incluídos no comitê representantes das câmaras municipais, entidades de classe, como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), secretários municipais de Saúde, Ministério Público e representantes da Secretaria de Saúde do Ceará.

Saiba mais

Em reunião antes do decreto estadual, prefeitos de municípios da macrorregional optaram por aderir à Lei Seca e por aumentar a fiscalização nos estabelecimentos. A maioria dos municípios já havia publicado os decretos e tiveram que torná-los sem efeito. Depois do ocorrido, não houve qualquer contato entre os membros do comitê ou articulação para novas reuniões.

📸 Divulgação Ascom Crato

Fonte: Jornal do Cariri

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