Novo decreto de Camilo autoriza aulas presenciais até 9º ano, academias e barracas de praia


O governador Camilo Santana (PT) anunciou, na noite deste sábado (24), a ampliação da autorização para aulas presenciais nas escolas até o 9º ano do ensino fundamental, além da abertura de academias e barracas de praia – com capacidade limitada.

O isolamento social rígido (lockdown) está mantido nos finais de semana. O próximo decreto começa a valer nesta segunda-feira (26). 
Pelas novas regras, as escolas poderão avançar no ensino presencial até o 9º ano do ensino fundamental, com 40% da capacidade de ocupação. As barracas de praia poderão voltar a funcionar com os mesmos critérios de restaurantes e estabelecimentos de alimentação fora do lar – também com 40% da capacidade. 

Já as academias de ginástica podem reabrir com 25% da capacidade. E igrejas e templos poderão funcionar com 25% da capacidade de público.
As novas regras valem de segunda a sexta-feira, ressaltou Camilo.

O anúncio foi feito ao lado do secretário Saúde do Estado, Dr. Cabeto, em transmissão pelas redes sociais.
Camilo ressaltou que o Estado está em “tendência de queda” dos números de casos de Covid-19, “mas ainda num platô muito alto”. “É um momento que ainda exige muito cuidado, muita preocupação”, ressaltou.

O secretário da Saúde frisou que a segunda onda da pandemia tem 40% a mais do número de casos na comparação com a primeira onda, mas “fevereiro e março têm menor letalidade”. “Chegamos a ter algo em torno de 7% de letalidade e agora estamos em 2,6%”, citou Cabeto. “Temos um momento de melhora, mas é preciso ainda muita serenidade”, frisou, clamando novamente pela adesão às medidas de isolamento social.

ATUAL DECRETO

O decreto em vigor até este domingo (25) determina toque de recolher todos os dias, das 20h às 5h, e isolamento social rígido nos fins de semana. De segunda a sexta-feira, podem abrir comércios de rua, shoppings e restaurantes, com limitação da capacidade e do horário de funcionamento. 

REGRAS EM VIGOR ATÉ ESTE DOMINGO (25):

O Ceará continua em isolamento social, com toque de recolher todos os dias das 20h às 5h;

Comércio de ruas e serviços, como restaurantes, funcionam das 10h às 16h, com 25% de capacidade de atendimento;

Shoppings, incluindo praça de alimentação, funcionam das 12h às 18h, com limitação de 25% da capacidade;

Construção civil pode iniciar as atividades a partir das 7h;

Na educação, o ensino infantil, que estava liberado até os 3 anos, foi ampliado, permitindo atividades presenciais para crianças de 4 e 5 anos, além do 1º e 2º ano do ensino fundamental, com 35% da capacidade;

Atividades físicas individuais podem ser realizadas em espaços públicos e abertos

Isolamento social rígido, o lockdown, foi mantido nos fins de semana, funcionando apenas as atividades essenciais;

Igrejas estão autorizadas a receber no máximo 10% da sua capacidade, e segue valendo recomendação para que celebrações sejam virtuais;

A flexibilização das atividades econômicas foi iniciada em 12 de abril, após um mês em isolamento rígido em todo o  Estado. Na semana passada, Camilo Santana optou por manter o decreto em vigor, para que pudesse ser avaliado com mais segurança.

A única alteração foi a permissão da prática individual de atividades físicas, em espaços públicos e abertos, respeitando o horário do toque de recolher. 

ISOLAMENTO SOCIAL RÍGIDO

O lockdown em todo o Ceará vigorou entre 13 de março e 12 de abril. Em Fortaleza, o isolamento rígido durou um pouco mais e foi decretada mais cedo, em 5 de março. 
A medida, utilizada para barrar a contaminação da Covid-19, ocorreu em meio a altos níveis de transmissão e pressão do sistema de saúde, com filas para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria. 

Estavam proibidos de funcionar lojas, estabelecimentos comerciais, cinemas, shoppings, feiras, restaurantes, barracas de praia, academias e qualquer tipo de evento social. Também estavam vetadas celebrações religiosas presenciais e aulas presenciais (com exceção de berçário e aulas práticas de concludentes).

📸 Fabiane de Paula

Fonte: Diário do Nordeste

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