Municípios cearenses poderão avançar na vacinação por idade quando completarem 75% de cobertura


Em reunião na tarde desta sexta-feira (25), a Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE) decidiu revogar a obrigatoriedade da cobertura vacinal de 90% em cada faixa etária para os municípios avançarem na campanha de vacinação contra a Covid-19. Agora, para uma cidade convocar faixas etárias menores, basta alcançar o percentual mínimo de 75% de cobertura dentre os cadastrados por idade no sistema Saúde Digital.

A informação foi repassada por Rilson Andrade, vice-presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE) e secretário da Saúde de Pindoretama — até o fechamento desta matéria, a resolução não havia sido publicada pela CIB no portal da Secretaria da Saúde (Sesa). Segundo o gestor, a revisão da meta foi justificada pela falta de comparecimento das pessoas à vacinação.

“Quando os municípios começaram a vacinar [o público geral], começaram a ter problemas. Muita gente, muita gente mesmo, agenda e não vai. Os municípios ficaram numa situação difícil de atingir 90%. Tinha vacina, mas não tinha público pra vacinar”, argumenta.

Andrade não acredita haver problema na comunicação das prefeituras com a população. “É muito relativo, não existe motivo específico. Eu, por exemplo, não consigo entender. A pessoa agenda, sabe que tem aquele horário e não comparece. Tem municípios que agendam por lista, como Fortaleza. Agendam, divulgam, mandam confirmação por celular, e-mail, mas, mesmo assim, algumas pessoas não comparecem”, continua.

FAIXA ETÁRIA DE 12 A 17 ANOS

Outro ponto discutido na reunião desta sexta-feira (25) na CIB, segundo Andrade, foi a cobrança de uma previsão da vacinação do público da faixa etária entre 12 e 17 anos. “Pelo menos de pessoas com comorbidades”, destacou o secretário.

Porém, segundo ele, como ainda não há posicionamento do Governo Federal sobre o cronograma do envio de doses de vacinas para essa população, somente ficou pactuado que o Estado solicitará oficialmente um posicionamento do Ministério da Saúde sobre o assunto. Isso porque, além das questões relacionadas às comorbidades, há a preocupação em garantir o retorno seguro dos estudantes às aulas presenciais.

Foto: Thiago Gadelha

Fonte: Diário do Nordeste

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