Nefrologista da Urorim explica o que é a doença renal crônica e a importância da diálise


No Brasil cerca de 10 milhões de pessoas vivem com a comorbidade com 90 mil submetidos a diálise.

Os rins são responsáveis pela filtração e eliminação dos líquidos sanguíneos. Logo a doença renal crônica é quando há alterações na filtração por mais de 3 meses, podendo acometer desde bebês até pessoas idosas. Geralmente tende a ser progressiva, até evoluir para hemodiálise. Como na maioria dos casos é uma doença silenciosa, o diagnóstico se faz por exames de sangue, em especial a creatinina, que estima o quanto nossos rins estão filtrando.

Segundo a Sociedade Internacional de Nefrologia, a prevalência da doença renal crônica em adultos acima de 30 anos é de 7,2%, e de 28-46% em pacientes acima de 64 anos. No Brasil a estimativa é de que 10 milhões tenham doença renal crônica e, desses, 90 mil fazem diálise. Ou seja, 0,9% dos pacientes com doença renal crônica precisam de tratamento.

A hemodiálise não tem contraindicação absoluta para aqueles que necessitam, mas cada paciente precisa ser avaliado pelo nefrologista para individualizar a prescrição. De acordo com o médico nefrologista, Fernando Coutinho, no início da pandemia, com o lockdown, houve muita cautela com os pacientes em hemodiálise, tendo em vista que eles precisam se deslocar e estar no mesmo ambiente com outras pessoas, apesar de se fazer o distanciamento social.

“Reforçamos os cuidados preventivos, uso de máscaras. Mas o maior desafio foi o medo dos pacientes irem as suas consultas de rotina e realizarem seus exames, onde muitos pacientes já chegavam nos hospitais com urgência em fazer hemodiálise, e realizando a prevenção e os cuidados, como controle de pressão, de diabetes e alimentação, podemos postergar a falência renal”, disse.

Para evitar problemas como esses, ele lembra da importância de sempre beber água, fazer atividade física, controlar a pressão arterial e a glicemia. Em casos de nefrite, picada de animal peçonhento, e até mesmo na insuficiência renal aguda pela Covid-19, os pacientes podem iniciar a hemodiálise, porém podem recuperar a função renal pelo menos para um basal que não precisa de terapia renal substitutiva, todavia o paciente deve manter o acompanhamento periódico com nefrologista. Nos casos irreversíveis, para sobreviver o paciente vai continuar a diálise até a realização de um transplante renal.

Mais informações,

Assessoria ComMonike
commonike.com.br

https://youtu.be/yw5Qqe61t7U

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