Barbie cria boneca de cientista brasileira que sequenciou genoma da Covid-19


A pesquisadora brasileira Jaqueline Goes de Jesus, que liderou o sequenciamento do genoma de uma variante do Covid-19 no Brasil, foi escolhida pela Mattel para ser uma das seis bonecas Barbie da empresa que homenageiam mulheres que fizeram a diferença na luta contra o novo coronavírus.

A empresa também desenvolveu uma Barbie inspirada na desenvolvedora britânica da vacina contra Covid-19 de Oxford/AstraZeneca, a cientista britânica Sarah Gilbert; uma boneca de Chika Stacy Oriuwa, uma psiquiatria canadense residente na Universidade de Toronto que lutou contra o racismo sistêmico na área da saúde, e uma Bárbie de Kirby White, uma médica australiana que foi a pioneira na criação de uma bata cirúrgica que pode ser lavada e reutilizada por trabalhadores da linha de frente durante a pandemia.

A enfermeira Amy O’Sullivan, que tratou do primeiro paciente com Covid-19 no Hospital Wycoff, em Nova York (EUA), e Audrey Cruz, médica da linha de frente em Las Vegas (EUA), também foram homageadas com bonecas.
A escolha representa um novo perfil de modelos de Barbies criado pela Mattel Inc, de mulheres que representam profissões e papeis sociais, disse a empresa.

A cientista brasileira integrou a equipe que mapeou os primeiros genomas do vírus SARS-CoV-2 no Brasil em apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país, bem mais rápido do que a média no resto do mundo para esse mapeamento,  que foi de 15 dias.
O sequenciamento permitiu diferenciar o vírus que infectou o paciente brasileiro do genoma identificado em Wuhan, o epicentro da epidemia na China.

Jesus é doutora em Patologia Humana e Experimental, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, pesquisadora no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo da Universidade de São Paulo (IMT/USP).

Ela também integra o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Brazil-UK Centre for Arbovirus Discovery, Diagnosis, Genomics and Epidemiology).

Inspiração para meninas

Gilbert, uma professora de 59 anos da Universidade de Oxford e co-desenvolvedora da vacina Oxford / AstraZeneca, estranhou a criação, mas espera que ela sirva de inspiração para meninas pensarem em optar pela carreira científica.
“É um conceito muito estranho ter uma boneca Barbie criada à minha semelhança”, disse Gilbert em entrevista à Mattel.

“Espero que isso torne mais normal para as meninas pensarem em carreiras na ciência”, disse.

Foto: Jaqueline Góes de Jesus/Divulgação / Fonte: CNN Brasil

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