Vacinas de Covid em Guarulhos dependem de liberação de órgãos para distribuição aos estados, diz Queiroga


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira (12) em Sobral, no Ceará, que as 9,5 milhões de doses de vacina contra a Covid que estão em Guarulhos, no centro de distribuição do Ministério da Saúde, dependem da liberação por parte de órgãos responsáveis para serem enviadas aos estados. Queiroga negou que as doses estejam retidas ou com a distribuição atrasada.

“As doses, quando chegam ao Brasil, elas precisam de autorização da Anvisa para ser distribuídas, está na lei. Nós não podemos pegar essas doses e distribuir sem autorização da Anvisa, é necessário que o INCQS, que é o Instituto Nacional de Controle de Qualidade da Saúde, também libere essas doses”, afirmou.
Conforme Queiroga, o controle desses órgãos evita que doses congeladas ou vencidas sejam repassadas a estados e municípios.

Em entrevista coletiva, o ministro confirmou que parte dessas doses serão distribuídas ainda nesta quinta-feira, conforme antecipou a GloboNews. O restante, cerca de 5,9 milhões de doses, aguardam liberação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade e da Anvisa.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que “em muitos casos”, as vacinas chegam ao Brasil “sem a documentação necessária para o licenciamento da importação, em observância às normas de vigilância sanitária do país”.

A agência é responsável por verificar as condições sanitárias, em especial a temperatura da carga, “aspecto crítico no caso das vacinas”. “A Anvisa tem feito a análise das licenças de importações em prazo de horas, aos sábados, domingos e feriados”, diz a agência.
O G1 procurou o Instituto Nacional de Controle de Qualidade da Saúde, que também precisa autorizar a distribuição da carga, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem..

Reclamação de prefeitos e governadores

Gestores de estados e municípios criticam o Ministério da Saúde pela demora no envio das vacinas. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes, suspendeu a vacinação na quarta-feira (11) e na quinta-feira (12) por falta de doses.
Em São Paulo, o governador João Doria já havia comentado que o estado recebeu doses abaixo do que, segundo ele, teria direito.

“O Ministério da Saúde não enviou as doses que prometeu enviar a São Paulo. Quero repetir aqui: o Ministério da Saúde descumpriu o acordo feito verbalmente comigo e com o doutor Jean Gorinchteyn, feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Não cumpriu e não entregou as doses da vacina da Pfizer que havia prometido, as 228 mil doses”, enfatizou o governador.
No Ceará, o Ministério Público questiona a quantidade de doses enviadas, alegando que total é menor que a quantidade que o estado deveria receber.

Uma ação do Ministério Público na Justiça pede que sejam enviadas um total de 1.440.932 de doses adicionais de vacinas contra a Covid-19 para corrigir o déficit decorrente das doses enviadas a menos nos grupos prioritários de idosos e profissionais de saúde, “já que a distorção na distribuição das vacinas para o Ceará vem ocorrendo desde o início da campanha de vacinação contra Covid no Brasil”.

Foto: Divulgação/SECOM / Fonte: Portal G1 CE

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