7ª Semana Freiriana do Cariri comemora centenário de Paulo Freire


No dia 19 de setembro o mundo comemora o centenário do educador e filósofo pernambucano Paulo Freire, considerado uma referência mundial na área da educação. Em todo o país, diversas instituições estão organizando eventos alusivos aos cem anos de nascimento do patrono da educação brasileira. Na região do Cariri cearense, a Escola de Políticas Públicas e Cidadania Ativa (EPUCA), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, realiza, entre os dias 12 e 19 deste mês, a 7ª Semana Freiriana do Cariri.

Em virtude da pandemia COVID-19 o evento, que é gratuito e está com inscrições abertas, será realizado pela primeira vez totalmente de forma remota. A programação completa e as inscrições podem ser acessadas no site oficial do evento.

O fundador da Escola de Políticas Públicas e Cidadania Ativa, professor Joelmir Pinho, explica que “a semana não tem um tema específico: como a maioria dos congressos, existe um ponto de referência, um ponto de partida para os diálogos, este ano por exemplo a referência é o centenário de nascimento de Paulo Freire, mas as conversas serão sobre várias questões todas elas em alguma medida dialogando com o legado de Paulo Freire”.

Tradicionalmente, a Semana Freiriana do Cariri vem discutindo questões relacionadas à educação de diversas formas, para além da sala de aula.

Na programação deste ano estão previstos apresentações culturais, como o show de abertura com o grupo Cantigar, rodas de conversa, uma delas com o professor e filósofo João Carlos Salles, atual reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), quatro encontros de saberes e fazeres. No sábado (18), véspera do encerramento, haverá a partilha de cartas para Paulo Freire. O encerramento será no domingo (19), dia de aniversário de Paulo Freire, com o show de João do Crato, às 19h .

Sobre Paulo Freire

Com livros publicados em dezenas de países, Paulo Freire ficou conhecido mundialmente pelo seu “método” de alfabetização de jovens e adultos, que incentivava a autonomia dos educandos tendo como ponto de partida o ensinar a ler e escrever as coisas do mundo a partir da observação do cotidiano dos estudantes. Ele também foi considerado ainda em vida uma referência internacional por seus trabalhos desenvolvidos fora do Brasil durante o seu exílio ao longo da ditadura militar nos anos 60.

Ao retornar ao Brasil, Paulo Freire foi professor na PUC de São Paulo e na Unicamp (1988-1991). No campo político esteve à frente da secretaria de Educação da prefeitura de São Paulo durante o governo de Luiza Erundina. Como forma de reconhecimento pelo seu legado, em 2012 foi criada no Brasil a Lei 12.612 que concede a Paulo Freire o título de patrono da educação brasileira.

Imagem: Reprodução / Texto: Geneuza Muniz / Agência Cariri

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