Durante pandemia de 2021, mortes por doenças cardíacas aumentam”, alerta médico do Hospital do Coração


Só no Ceará, de janeiro a setembro deste ano, morreram mais pessoas por doenças cardiovasculares do que por Covid.

As doenças cardiovasculares lideram as causas de morte no país. Com o avanço da pandemia houve uma oscilação nessa liderança, porém, após cinco meses deste ano, as mortes por doenças do coração voltam a ocupar o topo da lista ultrapassando o número de óbitos por covid19.

“Isso acontece, principalmente, pela redução drástica recentemente da gravidade dos casos da Covid19. Mas, algumas observações são necessárias nesse momento que nos chamam a atenção. Primeiro, as doenças cardiovasculares comuns, como o infarto e o acidente vascular cerebral sempre estiveram no todo da lista de mortes da nossa sociedade. Durante a pandemia, as pessoas com medo de contrair a covid19 acabaram adiando as suas consultas e os seus cuidados com a saúde em diversas especialidades, inclusive, a cardiologia”, alerta o Cirurgião Cardíaco do Hospital do Coração, Samuel Soares.

Segundo dados do Portal da transparência do Registro Civil, mantido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), no Ceará, de janeiro a setembro deste ano, 8.121 pessoas morreram por doenças cardiovasculares.
De julho a setembro deste ano, período de diminuição das infecções virais, o Ceará já acumula 1,7 mil óbitos cardiovasculares a mais do pela Covid. Nesses meses foram verificados que a maior causa de óbitos foi o Acidente Vascular Cerebral (AVC), com 1.008 ocorrências. Em seguida, estão as causas cardiovasculares inespecíficas (748) e o infarto (657), somando 2.411 mortes. Já o Sars-Cov-2 ocasionou 690 óbitos.

“Há uma previsão dessa mortalidade por doenças cardiovasculares ainda aumentar muito até nos próximos 20 anos”, explica Dr Samuel Soares.

E o que é mais preocupante é que essas doenças relacionadas ao coração estão acometendo cada vez mais jovens. De acordo com o médico do HCC, Samuel Soares, “O número de jovens de baixa idade com 40, 50 anos aumentou muito. No dia a dia dos serviços o número de pessoas jovens com situações agravadas cardiovasculares necessitando de cirurgias como a de ponte de safena, tendo AVC ficando com sequelas”.

O médico faz outro alerta: “Cardíacos, não deixem de fazer seus exames, de consultar os seus médicos, seus tratamentos, de cuidar da sua vida, da saúde, de fazer exercícios, tomar seus remédios, enfim, zele pela saúde do seu coração, tenham prática de vida saudável e escolha um esporte para praticar”.

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Assessoria
commonike.com.br

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