Bolsonaro compara denúncias de CPI a perseguição a judeus na Alemanha nazista


O presidente Jair Bolsonaro (PL) associou as investigações da CPI da Covid no Senado à perseguição aos judeus pelos nazistas alemães. As declarações foram transmitidas na live semanal, nesta sexta-feira (18).

Ao comentar a viagem à Hungria, onde se encontrou com o líder de extrema-direita e primeiro ministro Viktor Orbán, Bolsonaro disse que visitou por 50 minutos o Museu do Terror, localizado na capital húngara Budapeste. O museu é dedicado à memória do holocausto e à perseguição de judeus pelos nazistas.

“O sistema judiciário era para produzir provas e condenar adversários. Milhares de adversários julgados com provas produzidas. Eu lembro aqui do Renan Calheiros na CPI da Covid, quando ele falou que ‘eu faço a prova aqui'”, declarou Bolsonaro.

Ainda fazendo a associação com o regime nazista, Bolsonaro se referiu ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deixou na última quinta-feira (17) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Barroso levantou a suspeita de vazamento de perguntas feitas às Forças Armadas, mas não mencionou a fonte.

“Como a gente vê certas pessoas aqui no Brasil inventando provas. ‘Olha, esse documento era confidencial’, e não era”, alegou.

O presidente também sugeriu que as práticas nazistas estão sendo reproduzidas no Brasil atualmente.

“A gente começa a pensar, isso poderia acontecer no mundo novamente? Se poderia, o que nós poderíamos fazer para evitar uma coisa como essa? A gente tem que combater isso daí porque a gente não pode dizer que o Brasil vive uma maravilha”.

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