Após dois meses de queda, Ceará gera mais de 8 mil empregos em fevereiro de 2022


Após dois meses consecutivos com fechamento de postos de trabalho, o Ceará gerou 8.047 novos empregos com carteira assinada no mês de fevereiro deste ano. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social.

O Ceará foi o segundo estado da região Nordeste a mais gerar empregos em fevereiro, perdendo apenas para a Bahia, que registrou saldo positivo de 12.548 novos postos. Em dezembro de 2021 e janeiro de 2022, a variante ômicron atingiu o estado, obrigando o governo a fechar eventos e proibir aglomerações. Desde fevereiro, essas medidas vêm sendo flexibilizadas.

Ao todo, no mês passado, o Ceará registrou:

46.036 contratações;

37.989 demissões.

Situação nacional

O Brasil, por sua vez, gerou 328,5 mil empregos com carteira assinada em fevereiro deste ano. Os dados representam queda na comparação com fevereiro de 2021, quando foram criados 397,5 mil empregos formais.

Em janeiro deste ano, a abertura de vagas formais já havia registrado desaceleração.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia no início do ano passado.

Setores

Os números do Caged de fevereiro de 2022 mostram que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia.

Regiões do país

Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas as regiões do país no mês passado. 

Salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.878,66 em fevereiro deste ano, o que representa queda real, com os valores sendo corrigidos pelo INPC, de R$ 61,14 em relação a janeiro (R$ 1.939,80).

Na comparação com fevereiro do ano passado, também recuou, pois o salário de admissão estava em R$ 1.926,36 naquele mês.

Caged x Pnad

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não inclui os informais.

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, com a falta de trabalho ainda atinge 12 milhões de brasileiros. O número de ocupados no país atingiu 95,4 milhões de pessoas, uma alta de 1,6% (1,5 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior. Foi a primeira vez que a gente consegue ultrapassar o total de ocupados do período pré-pandemia.

Foto: Valdecir Galor/SMCS / Fonte: G1 CE

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