Bolsonaro reclama de ação no STF por discurso de ódio e diz que é ‘covardia’


O presidente Jair Bolsonaro (PL) considerou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma “covardia”. O comentário foi feito na live transmitida nesta sexta-feira (15) e se referiu ao pedido do magistrado para que Bolsonaro se manifeste sobre a acusação de incitação à violência e discursos de ódio.

A decisão de Moraes, divulgada pouco tempo antes da live, dá dois dias para Bolsonaro se posicionar. O ministro é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e irá presidir a Corte no período eleitoral, em setembro.

“Agora quem vai trabalhar pra responder isso aqui? A minha assessoria. Amanhã tenho uma ida a Natal, depois a Fortaleza, depois retorno pra cá. Falta de consideração [de Moraes], parece que faz para mostrar: ‘Eu sou togado aqui, vai fazer o que eu quero'”, provocou Bolsonaro.

O pedido de Moraes atende a representação movida por partidos de oposição ao governo, na quarta-feira (13), motivada pelo assassinato do dirigente do PT, Marcelo Arruda, por Jorge Guaranho, policial penal declaradamente bolsonarista.

“Quem faz a acusação é o pessoal de esquerda, partidos de esquerda que apoiam ditaduras pelo mundo todo. Ditaduras que matam em seus países mais de dois Vietnãs por ano, que a gente nem fica sabendo porque é tudo fechado lá”, afirmou Bolsonaro.

“Essas questões aí levam ao conflito entre poderes. Daqui a pouco vão falar que eu estou atacando o Supremo Tribunal Federal. Isso aqui é um ataque. Isso aqui é uma covardia, uma covardia”, acrescentou.

A representação é assinada por dirigentes do PT, PSOL, Pc do B, Rede, PSB, PV e Solidariedade. Eles pediram a adoção de providências para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deixe de fazer discursos de ódio e violência, sob pena de multa de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

O Tempo

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