quinta-feira, 2 de maio de 2019

Motorista de retroescavadeira fica ferido em explosão na fábrica de fogos clandestina em Juazeiro


Homem fica ferido após nova explosão em fábrica
clandestina de fogos em Juazeiro.

FOTOS: Valéria Alves

Uma nova explosão na fábrica de fogos de artifício clandestina em Juazeiro do Norte feriu o motorista de uma retroescavadeira que trabalhava no local, na tarde desta quinta-feira (2). O homem foi socorrido pelo Samu. É a sexta vítima de explosões da fábrica ilegal, que funcionava em uma residência do Bairro Frei Damião. Durante a manhã, cinco pessoas ficaram feridas com o acidente.

O motorista, um homem de 33 anos identificado como Jhonatan, ficou ferido nesta tarde quando fazia a retirada dos escombros da fábrica e das casas atingidas pela primeira explosão, ocorrida durante a manhã. Ele foi socorrido consciente pelo Samu e encaminhado a uma unidade de saúde.
O Corpo de Bombeiros precisou conter as chamas na retroescavadeira, e continua fazendo o trabalho de rescaldo no local. 

Vizinhos atingidosVizinhos do imóvel relataram susto na hora da explosão. Uma mulher foi atingida pelo forro da própria casa, uma senhora teve arranhões e outros moradores tiveram a casa avariada. 
Angélica Silva, que reside na rua da fábrica há três meses, relatou não saber da existência do negócio e disse que teve um enorme susto na hora da explosão. “Estava em casa e, quando acabei de tomar café, o forro caiu na minha cabeça. Eu fui pra um canto, [perto do]guarda-roupa, e disse ‘Deus, me guarda'”, conta ela. 

Alguns moradores também afirmam que tinham conhecimento de que no local havia a atividade ilegal, mas não denunciavam por gostar dos vizinhos e para evitar confusões. 
A aposentada Francisca Vieira, que mora ao lado da fábrica clandestina, também teve a casa atingida. “A gente não vai denunciar uma pessoa que é vizinho”, afirmou. Ela conta que estava com a mãe e o filho em casa quando ocorreu a explosão.

José Adelson Osmar não estava em casa, mas diz que ouviu a explosão de longe. “Só ouvi um estrondo e corri pra cá. Já sabia [que era perto da casa dele]porque tá com muitos anos desse negócio aí, mas ninguém nunca denunciou, a gente nunca quis problema.”     

   (Diário do Nordeste)

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