Ceará tem 769 pessoas à espera de um transplante de rim


FOTO: YAGO ALBUQUERQUE

À espera da vida. Manter-se em condições plenas de saúde e, em muitos casos, até sobreviver, são os principais desafios para cerca de 974 pessoas no Ceará. Não dispondo do tempo como o maior aliado, todas elas dependem de um transplante de órgão para subsistir. Desse total, o rim é o mais demandado atualmente, com 769 pacientes na fila de espera, segundo dados da Central de Transplantes do Ceará, atualizados no último dia 31 de maio.

A segunda maior demanda é para o transplante de fígado, com 150 pessoas na fila de espera no Estado, seguido do coração, com 19 pacientes no aguardo. Pâncreas/rim e medula óssea/alógeno ocupam igualmente a 3ª posição dos órgãos com mais pacientes à espera, 12 no total.
O bancário aposentado Marlon de Souza da Silva, 51, passa por essa expectativa pela segunda vez.

Paciente renal crônico no Ceará, ele chegou a passar por um transplante de rim em 1995, mas após dez anos com o órgão, houve rejeição crônica, e a saída foi retornar para as sessões de hemodiálise. Há mais de sete anos, conta ele, ingressou novamente na fila estadual, onde aguarda desde então.

Embora extenso, o número de pessoas na lista de espera por um rim representa cerca de 30% dos pacientes renais crônicos no Estado, segundo aponta a coordenadora da Central de Transplantes, Dra. Eliana Barbosa. Entre os fatores que contribuem para o número elevado, segundo explica, está a maior exigência de compatibilidade imunológica entre doador e receptor, determinada pelo antígeno HLA.

De janeiro a maio deste ano, foram realizados 605 transplantes de órgãos no Ceará, dos quais 116 foram de rins e um de pâncreas/rim. Em 2018, o número de procedimentos realizados foi, respectivamente, 220 e 4.
Conforme destaca a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) – com base no Registro Brasileiro de Transplante (RBT), divulgado pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) -, o Ceará foi o terceiro estado do País em relação a esse tipo de cirurgia por milhão da população, no período de janeiro a março de 2019. Se analisado somente os transplantes de rins, o Ceará é o sétimo no ranking nacional.         

(Diário do Nordeste)

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