Crajubar registra baixa procura por mamografia


A procura por exames de mamografia não alcança nem a metade dos atendimentos ofertados em Juazeiro do Norte. O cenário levará a gestão municipal a promover um estudo para entender o que motiva mulheres a não comparecerem às consultas agendadas. Nos últimos cinco meses, a efetivação de atendimentos atingiu apenas a marca de 58%. De 2.570 mamografias agendadas, apenas 1.498 foram realizadas. 

O contexto é semelhante em Crato e Barbalha. No primeiro Município, foram agendadas 1089 mamografias entre janeiro e junho. Apenas 774 mulheres se submeteram ao exame. Em Barbalha, foram marcadas 958 e realizadas 559 consultas. Um dos motivos apontados pelos setores é uma provável resistência das mulheres ao atendimento diante de mitos sobre a mamografia. 

“Hoje não temos nenhuma demanda reprimida de mamografia. Estamos tendo uma queda e estamos tentando identificar o porquê. Conseguimos ofertar quase 600 exames por mês e não atingimos nem os 50%”, lamenta a coordenadora da Central de Marcação de Exames em Juazeiro, Fernanda Lôbo. 

Durante a última campanha contra o câncer de mama, conhecida nacionalmente como Outubro Rosa, a gestão municipal juazeirense disponibilizou 417 exames durante aquele mês. “Agendamos 315 e só compareceram 256 mulheres”, diz Fernanda, ao garantir que não há falha por parte dos profissionais da Atenção Básica.

“Identificamos que, nesse mês [Outubro Rosa de 2018], elas foram abordadas e conscientizadas e, mesmo assim, não compareceram para fazer. Percebemos que há uma resistência da mulher, por conta de tabu, devido ao que muitas dizem que sente dor em fazer. Têm mulheres que sabem que têm o nódulo, mas têm medo de acompanhar e acabam dificultando o tratamento e o diagnóstico precoce”. 

Ainda de acordo com a coordenadora, as mulheres cujos exames identificam algum nódulo são “prontamente encaminhadas para fazer a punção e ver a questão do diagnóstico. E, para isso, também não temos filas”. O exame de mamografia é especialmente indicado para mulheres com idade acima de 40 anos, que tenham histórico de câncer de mama na família. As possibilidades de cura são diretamente proporcionais ao tempo do diagnóstico.                   (Fonte: Jornal do Cariri)  

via Gazeta Cariri

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