‘No apagar das luzes’: gestão Infraero no Aeroporto de Juazeiro fala sobre perspectivas futuras


Foto: Rodrigo Siebra. Equipamento emblemático nos últimos meses após figurar diversos espaços da imprensa nacional junto a outros terminais após concessão de aeroportos da Infraero, o Aeroporto de Juazeiro do Norte agora é alvo de perspectivas quanto ao seu futuro. Recém completados 65 anos de fundação, o terminal que serve a todo o Cariri ainda permanece sob administração da estatal, que dispôs de seu superintendente a nos conceder entrevista sobre o que tem enfrentado em seu tempo de gestão e o que deve enfrentar nos próximos meses até que se despeça, junto a empresa, da administração de um dos terminais mais movimentados do interior do Nordeste.

Usiel Paulo Vieira coordena a superintendência do aeroporto desde dezembro, quando foi anunciada a saída do então titular, Rodrigo Guercio M. Siebra. Natural de Recife, no Pernambuco, o gestor já obtém experiência na estatal há quase 18 anos. Passando pelo terminal da capital pernambucana, ele autou também em Maceió (AL), João Pessoa (PB), Natal (RN), Fortaleza (CE) e o mais distante deles em Manaus (AM).

Com bastante afinidade e conhecimento dos processos aeroportuários e também bastante próximo da realidade das operações no aeroporto juazeirense, o Badalo fez alguns questionamentos em que o superintende pudesse discorrer um pouco sobre o seu curto prazo à frente do terminal e as perspectivas acerca da vinda da Aena Desarrollo, que deve iniciar cogestão junto à Infraero a partir de outubro.

Badalo: Como avalia a atual gestão da Infraero e quais os benefícios que pode destacar dos quais a estatal realizou nos últimos anos?
Usiel: A Infraero tem uma história exitosa no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, desta forma, cito algumas das obras que aumentaram consideravelmente a capacidade instalada deste terminal, como a ampliação do terminal de passageiros, aumentando a capacidade para 1,7 milhão de passageiros ao ano; a obra de requalificação da pista de pousos e decolagens, que prolongou a resistência do pavimento, possibilitando a operação de aeronaves de maior porte; as pistas de taxiamentos; além da ampliação do pátio de manobras e da publicação da homologação da ampliação da pista 13/31, antes com 1.800 m agora com 1.940 m. Recentemente também passamos a disponibilizar serviço de wi-fi para os usuários do aeroporto.

Badalo: Até quando você permanece junto a equipe com a atual gestão da Aena?
Usiel: A Infraero permanecerá com sua equipe no Aeroporto de Juazeiro do Norte até o último dia do Plano de Transição Operacional (PTO) que a Aena, empresa vencedora da licitação, apresentará para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no início de outubro. Neste plano estará definido, entre outras coisas, o dia da transição definitiva da gestão do terminal. No entanto, é importante ressaltar que o passageiro não deverá sentir essa transição em nenhum momento. Ao final do PTO, passageiros e comunidade aeroportuária continuarão com os serviços em mesmo nível de qualidade e comprometimento que os oferecidos atualmente.

Badalo: Quais perspectivas enxerga para o terminal juazeirense para os próximos anos?
Usiel: Nos últimos 15 anos, o Aeroporto de Juazeiro do Norte, saiu de 30 mil para 563 mil passageiros ao ano. A expectativa é que o aeroporto siga nesta crescente, visto que há uma sólida demanda por voos na região.

Nova fase

O contrato de concessão do Bloco Nordeste (formado pelos aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte) foi assinado com a Aena, que pagará R$ 1,917 bilhão. De acordo com o cronograma da Anac, a partir da data de assinatura, os contratos têm 30 dias até a data de eficácia, prazo a partir do qual tem início a contagem de cada fase.

O plano de desenvolvimento prevê que o Orlando Bezerra de Menezes possua infraestrutura de duas a três vezes maior que a atual, e que as obras de expansão previstas no contrato iniciem a partir do segundo semestre de 2020.

Fonte Badalo

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