Código para saque pode ser gerado nas agências da caixa: favor ler matéria completa


O saque do auxílio emergencial de R$ 600 em dinheiro direto da poupança digital da Caixa começou nesta semana, mas muitos beneficiários reclamam que o aplicativo da Caixa que gera um código para pegar o valor em caixas eletrônicos ou lotéricas apresenta problemas.

Nesses casos a Caixa afirma que a pessoa pode se dirigir a uma agência, onde ela será ajudada. “Caso o cliente não consiga emitir o código para saque (token) através do app Caixa Tem, poderá se dirigir a uma agência para obter auxílio”, afirma em nota.

Na agência, será gerado um código pelos atendentes, igual ao do aplicativo, e com esses números o beneficiário consegue fazer o saque do valor. Isso, porém, deve ser feito apenas em último caso, para evitar aglomerações nas agências, de acordo com a Caixa, devido ao risco de contaminação de coronavírus.

Antes de ir a uma agência tentar fazer o saque, é necessário se certificar que o pedido do auxílio já foi feito e aprovado por meio do Caixa Auxílio Emergencial (para sistema Android e iOS), ou pelo site da Caixa, e que o dinheiro já foi depositado na poupança digital. Além disso, o saque já precisa estar liberado, de acordo com o calendário em etapas que segue o mês de aniversário da pessoa.

Até esta sexta-feira (1), o saque já está liberado para pessoas que nasceram entre janeiro e agosto. No sábado (2), começam a sacar os que nasceram em setembro ou outubro, e na terça-feira (5), os de novembro ou dezembro. Essas datas são apenas de início do saque, ou seja, não é necessário ir naquele dia especificamente, pode ser depois.

O saque foi escalonado pela Caixa para evitar aglomerações nas agências. Ainda assim, alguns locais tiveram registro de longas filas nos últimos dias.

Advogado conseguiu sacar

O advogado Rennie Alejandro Lazo não conseguiu gerar o código usando o aplicativo, segundo ele, por ter um iPhone. O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, chegou a afirmar que os problemas com o app da Caixa estavam acontecendo com os celulares da Apple.

Lazo se dirigiu a uma agência de Siqueira Campos (PR) na quarta-feira (30), após ser informado por um conhecido sobre essa possibilidade de sacar mesmo sem ter o código em mãos.

Ele conta que, na agência, apresentou um documento de identificação e teve que assinar um formulário, indicando que não tinha conseguido gerar o código por problemas em seu celular.

“Eu assinei, datei, imediatamente ele (funcionário da agência) entrou no próprio sistema da Caixa —não foi no site- e ele fez uma senha para mim”, afirma. “Gerou aquela senha que seria gerada no (aplicativo) Caixa Tem, de seis números. Ele me entregou a senha, gerou no computador. Com aquela senha eu fui caixa eletrônico, cliquei em auxílio emergencial, digitei meu CPF, digitei a senha e saquei meu dinheiro.”

Ele afirma que, depois de ter sucesso na operação, passou a orientar outros conhecidos da cidade que estavam com problemas, para que fizessem o mesmo.

“Eu fiquei pensando quantas pessoas não voltaram para casa sem dinheiro, porque eles (Caixa) simplesmente não querem dar para não aglomerar gente. Eu entendo o (problema no) sistema de saúde, mas ali tem gente passando fome. A gente precisa ter um pouquinho de sensibilidade. Mas graças a deus o pessoal da Caixa, onde eu fui, foi muito humano e liberou imediatamente o dinheiro”, conta.

Ida à agência deve ser em último caso

A Caixa afirma que a opção de se dirigir a uma agência deve ser feita em último caso, para evitar aglomerações nos locais —um risco por causa da pandemia de coronavírus. Tanto o pedido do auxílio quanto a movimentação do dinheiro podem ser feitos online, por meio dos aplicativos da Caixa ou site.

“A Caixa reforça que a prioridade é manter o atendimento digital, por meio do cadastramento por app e site e a movimentação do benefício pelo Caixa Tem. Desta forma, o banco reforça o pedido para que a população só se dirija às agências e casas lotéricas em último caso”, afirma o banco na nota.

O auxílio é depositado na conta do beneficiário, que pode ser a poupança digital gerada automaticamente na hora do cadastro, ou uma já existente, indicada pela pessoa.

Segundo o banco, com o aplicativo Caixa Tem (disponível para Android e iOS) é possível fazer pagamentos, como boletos e contas de água, luz ou telefone, transferências ilimitadas entre contas da Caixa ou realizar gratuitamente até três transferências para outros bancos a cada mês, pelos próximos 90 dias.

O Caixa Tem só é necessário para quem tem a poupança digital. Os beneficiários do Bolsa Família, pessoas que já têm poupança na Caixa e correntistas de outros bancos não precisam baixar o app.

Problemas com os aplicativos

Muitos beneficiários, porém, têm relatado dificuldades com os aplicativos, o que faz com que se dirijam às agências para tentar acesso ao dinheiro.

Nas redes sociais, há diversos relatos de problemas para gerar o código de saque, acessar o app ou movimentar o dinheiro. Também há relatos de pessoas que ainda não conseguiram a aprovação para o benefício ou não receberam o valor.

A Caixa afirma que o pagamento do auxilio “exigiu a implementação de uma megaoperação de cadastramento e pagamento sem precedentes na história do país, resultando no maior programa de inclusão bancária e digital já realizado”, e que “o banco tem envidado todos os esforços para otimizar e acelerar o atendimento em seus canais físicos e digitais.”

Diz, porém, que grande parte de acessos ao aplicativo Caixa Tem foi de pessoas que não têm direito ao benefício. O grande número de acessos simultâneos pode tornar o sistema mais lento.

“O aplicativo Caixa Tem registrou milhões de acessos nos últimos dias, sendo que mais da metade é de usuários que não têm direito ao Auxílio Emergencial. A Caixa recomenda que somente os brasileiros que receberam o Auxílio Emergencial pela poupança Social Digital acessem o app Caixa Tem”, afirma.

Sobre as aglomerações nas agências, disse que o movimento era alto de pessoas que “não fazem parte do público alvo do atendimento preferencial”. Esse público alvo, de acordo com o banco, é formado por pessoas que foram sacar o dinheiro do auxílio seguindo o calendário pelo mês de aniversário, e clientes em busca de outros serviços essenciais, como saque do seguro-desemprego e Bolsa Família sem cartão, desbloqueio de senhas, entre outros.

“Agências em diversas partes do país registram grandes filas e aglomerações de pessoas que não fazem parte do público alvo do atendimento presencial”, afirma. “Levantamento da Caixa aponta que apenas uma pessoa a cada cinco que buscaram presencialmente o banco nessa segunda-feira (27) tinha direito ao saque na referida data.”

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