Teste para Covid-19 desenvolvido pela UFRJ custará menos de R$ 5,00


Um novo teste sorológico para Covid-19 foi desenvolvido recentemente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) e do Instituto de Biofísica. O teste, cujo nome é S-UFRJ, detecta a presença de anticorpos para Covid-19 por meio da produção da proteína S (spike), presente na estrutura do novo coronavírus, de baixo custo.

E segundo a Coppe, “a proteína, associada a uma coleta de amostras mais simples e acessível, possibilita o acesso e a expansão da testagem, que são fatores importantes, principalmente em países em desenvolvimento”. Completando: “os testes rápidos aprovados pela Anvisa, no Brasil, são vendidos nas farmácias por mais de R$ 130,00”.

A disseminação da doença é compreendida a partir dos testes. Portanto, quanto menor for o custo, maior é a testagem. Consequentemente, melhor é o enfrentamento à pandemia por meio de modelos epidemiológicos, desenvolvimento de vacinas e políticas públicas mais eficientes.

Além disso, autores do estudo questionam o desempenho dos testes rápidos aprovados pela Anvisa. “Uma marca de teste rápido comercializada no Brasil foi comparada com o teste S-UFRJ e apresentou acertos que variaram de 0% para pessoas infectadas com até quatro dias, desde o início dos sintomas, até 71% de acerto para os infectados cujos sintomas começaram há 20 dias ou mais”, divulgou a Coppe.

Na comparação, “o S-UFRJ apresenta 40% de acerto nos primeiros quatro dias de sintomas. Em dez dias, ele já ultrapassa 90% e, finalmente, atinge 100% de acerto quando é feito a partir de 20 ou mais dias do surgimento dos sintomas”.

Como funciona?

O teste é feito com um simples furo no dedo do paciente e o depósito de uma gota de sangue em uma tirinha com papel filtro padronizada pelo LIBL. Detecta a presença de anticorpos que são gerados pelo organismo em resposta à exposição ao vírus.

Segundo o estudo, “o teste não substitui o PCR, que detecta a presença de material genético do vírus em secreções respiratórias nos primeiros dias após início dos sintomas. E além de identificar anticorpos, pode quantificá-los, mesmo em pessoas que não tiverem tido sintomas”.

(*)com informações da Coppe/UFRJ

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