Cientistas encontraram mais um ninho de “vespas assassinas”


Em maio deste ano, “vespas gigantes assassinas” invadiram os Estados Unidos. Os insetos, que podem ser mortais, tem origem asiática e causaram temor. Meses se passaram sem grandes novidades em relação ao assunto. Agora, pesquisadores encontraram mais uma grande colônia (uma espécie de ninho) nos EUA. Apesar de assustador, isso é uma boa notícia.

Essa foi a primeira vez que um ninho vivo, que pode conter mais de 800 vespas, foi encontrado no país. A descoberta foi feita por uma equipe de entomologistas de Washington em uma pesquisa realizada na cidade de Blaine, quase na fronteira com o Canadá. O ninho, que já tinha mais 200 vespas-rainha, que podem criar outras colônias, foi destruído.

O mais importante é como que o achado não foi por acaso. Isso só foi possível graças uma nova técnica de rastreamento das vespas. Cientistas explicam que é impossível impedir a propagação dos insetos apenas eliminando as vespas “operárias”. É preciso encontrar as colmeias. O problema é que esta não é uma missão das mais fáceis.

Para resolver este problema, os entomologistas coletaram quatro vespas operárias vivas utilizando armadilhas, com iscas para atrair os insetos. Essas vespas foram equipas com rastreadores de radiofrequência e soltas. Elas retornaram até o ninho E, assim, foi possível descobrir a localização exata da colônia, instalada em uma árvore dentro de uma propriedade privada.

A descoberta de que a técnica de rastreamento realmente funciona vai ajudar os pesquisadores na busca por outras colmeias. Há registros de vespas em outras regiões da cidade de Blaine, e que possivelmente estão abrigadas em uma colônia diferente. As vespas já foram avistadas em outros cidades dos EUA e no Canadá.

Também chamadas de vespas gigantes asiáticas ou vespas mandarinas, elas medem mais de 5 cm, matam 30 pessoas por ano no Japão e a picada já foi descrita por um apicultor como se “tachinhas em brasa perfurassem a pele”. Ele estava usando trajes de proteção quando foi atacado. As vespas foram vistas nos EUA pela primeira vez ainda em 2019. Não há registros no Brasil.

Foto: Elaine Thompson/Getty Images

Fonte: Exame

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