Ministra Damares chega ao Crato, para discutir apoio a vítimas de clínica e é recebida com protesto


A ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves, foi recebida com manifestação e gritos de “fora Bolsonaro” e “fora Damares” no município do Crato, na região do Cariri cearense. A representante do Governo Federal chegou à cidade nesta quinta-feira (7) pata participar de uma audiência.
A ministra integra uma comitiva do MMFDH que vai discutir formas de assistência às vítimas da clínica em que 33 mulheres foram encontradas em celas e estratégias de fiscalização.

“A gente acha que tem o dever de vir aqui expressar o outro lado da sociedade. Uma sociedade que luta pelo direito das mulheres, da população LGBTQ, que quer superar o racismo”, disse a professora Verônica Isidorio, integrante da Frente de Mulheres do Cariri, uma das pessoas que se manifestaram contra a ministra.

Verônica, que é ativista dos direitos humanos, criticou também a chegada da ministra no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto de distribuição gratuita de absorventes na rede pública de ensino, medida que beneficiaria estudantes meninas e homens transexuais.
A audiência acorre a portas fechadas no Geopark Araripe, sem participação do público. Pelo MMFDH, participam da agenda a secretária nacional de políticas para as mulheres, Cristiane Britto, a secretária nacional de proteção global, Mariana Neris, e o coordenador de atendimento a violações de direitos humanos, Vandervaldo Lima.
Os deputados federais Onessio José da Silva, Celina Leão e Dr. Jaziel Pereira de Souza também acompanham o encontro.

Fechamento de abrigo

Em 12 de agosto de 2021, 34 mulheres foram resgatadas em situação de cárcere privado, maus tratos e, ainda, sinais de abuso sexual.
A professora Veronica Isidorio também comentou sobre o fechamento do abrigo e a visita da ministra para acompanhar o caso.

“Diferentemente dela, a gente sempre esteve aqui acompanhando desde que o caso foi estourado. A gente fez acompanhamento junto aos órgãos, fizemos provocação no Ministério Público para notificar os municípios para o acompanhamento dessas casas. Esses locais são abertos a partir de um alvará, e quem emite esse documento precisa fazer o acompanhamento desse tipo de abrigo”, reforçou a ativista.

Foto: Edson Freitas/TVM / Fonte: Portal G1 CE

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